Semana Santa de Braga afirma-se como evento religioso, cultural e motor económico do território

12 Fev 2026

A Semana Santa de Braga foi, hoje, oficialmente apresentada em conferência de imprensa, num momento que reuniu as principais entidades envolvidas na organização, promoção e valorização de uma das mais emblemáticas celebrações religiosas e culturais do país.

A sessão contou com a presença de Daniel Vilaça, Presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB), João Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Braga, Marco Sousa, em representação da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, Bernardo Reis, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Fernando Rodrigues, Provedor da Irmandade de Santa Cruz, Alberto Alves, Presidente da Junta de Freguesia de São Victor, e o Cónego Avelino Marques Amorim, Presidente da Comissão da Semana Santa.

Durante a conferência, foi reforçada a dimensão única da Semana Santa enquanto expressão maior da identidade histórica, religiosa e cultural de Braga, mas também enquanto momento de elevada relevância para a economia local e para a projeção do território.

Para a Associação Empresarial de Braga, a ligação a esta celebração, que decorre de 29 de março a 5 de abril,  assume um caráter estratégico. Daniel Vilaça destacou que “é uma enorme satisfação associar-se, uma vez mais, à apresentação de mais uma edição da Semana Santa de Braga”, sublinhando que se trata de “um dos maiores símbolos da identidade da nossa cidade, que conjuga fé, património, cultura e comunidade, mas que representa, também, um dos momentos mais relevantes do ano para a economia local”.

O Presidente da AEB salientou ainda a dimensão externa do evento, afirmando que “a Semana Santa projeta Braga muito para além das suas fronteiras e afirma a força da nossa cidade, da sua organização e, sobretudo, do seu tecido empresarial”. Durante este período, acrescentou, “Braga transforma-se. As ruas enchem-se de vida, o património torna-se palco e a cidade acolhe visitantes de todo o país e de várias nacionalidades, incluindo, como sempre, os nossos amigos da Galiza, cuja presença contínua reforça uma ligação histórica e cultural que muito contribui para a dinâmica turística e comercial da cidade”.

Do ponto de vista económico, Daniel Vilaça referiu que “as celebrações da Semana Santa e da Páscoa marcam, de forma clara, o arranque do grande ciclo anual de eventos culturais e turísticos”, sendo este o momento em que “se gera um novo impulso na atividade económica, se reforça a atratividade do território e se abre, efetivamente, a época de maior procura para o alojamento, a restauração, o comércio e os serviços”.

Os dados mais recentes confirmam esta tendência. “O impacto económico da Semana Santa de 2025 atingiu um novo máximo histórico”, revelou, indicando que, de acordo com o Barómetro da AEB, foram gerados 14,6 milhões de euros, resultado do crescimento expressivo das transações de visitantes nacionais e estrangeiros, com destaque para os mercados francês e espanhol.

A análise setorial demonstra o alcance transversal do evento: a distribuição alimentar movimentou 8,1 milhões de euros; a restauração atingiu 4,1 milhões de euros, com picos históricos no sábado e no Domingo de Páscoa; o setor da moda registou 2,7 milhões de euros; e o alojamento totalizou meio milhão de euros, com maior procura entre a Quarta-Feira Santa e a segunda-feira pós-Páscoa.

Também os dados de mobilidade e turismo reforçam esta dimensão, com 380 mil visitantes em Braga durante o período analisado, dos quais 27% estrangeiros, e 75 mil turistas com estadia, um rácio de pernoita considerado excecional para um evento urbano.

Num contexto de meses exigentes para a economia local, marcados por condições meteorológicas adversas, Daniel Vilaça sublinhou que “Braga precisa, hoje, de um novo impulso. E a Semana Santa reúne todas as condições para ser a alavanca económica capaz de devolver ritmo, confiança e vitalidade à economia da cidade”.

A AEB projeta, por isso, um crescimento entre 5% e 10% para 2026, o que poderá traduzir-se num impacto económico estimado entre 15,3 e 16 milhões de euros. Ainda assim, deixou claro que “este resultado não acontece por inércia” e apelou diretamente ao tecido empresarial: “Envolvam-se, ativem montras, criem produtos temáticos, ajustem horários, reforcem equipas, promovam experiências diferenciadoras e comuniquem a vossa ligação ao evento.”

O Presidente da AEB concluiu que “cada empresa que se associa à Semana Santa fortalece a marca da cidade, melhora a experiência do visitante e obtém retorno direto em notoriedade, procura e vendas”, reforçando que a Semana Santa é “uma marca estratégica de Braga” e que a próxima edição será, certamente, “memorável, inspiradora e economicamente marcante”.

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