Semana Santa de Braga gerou impacto económico de 18 milhões de euros e reforça estatuto de ativo estratégico para a cidade

03 Jun 2026

A Semana Santa de Braga gerou um impacto económico estimado em 18 milhões de euros em 2026, confirmando a crescente relevância do evento para a economia local e para a afirmação de Braga como destino de referência no turismo religioso e cultural. Os dados foram apresentados esta quarta-feira, 3 de junho, pela Associação Empresarial de Braga (AEB), durante uma conferência de imprensa dedicada à divulgação dos resultados do estudo de impacto económico da Semana Santa de Braga.

Com base na análise das transações eletrónicas realizadas através da rede SIBS e na comparação com a média das semanas anteriores, o estudo conclui que a Semana Santa gerou um impacto económico adicional de cerca de 18 milhões de euros na economia local. Durante o período do evento foram ainda registados cerca de 55 milhões de euros em pagamentos eletrónicos, representando um crescimento de 18,8% face ao ano anterior, enquanto o número de operações aumentou 17,8%.

Na apresentação do estudo, o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, destacou a Semana Santa como um ativo estratégico para Braga, sublinhando que o evento continua a reforçar a atratividade económica do concelho e a afirmar a cidade como um destino de referência. “O segredo está na autenticidade”, afirmou, defendendo que a fidelidade à identidade e à tradição da Semana Santa tem sido determinante para o seu crescimento e capacidade de atração.

Rui Marques destacou ainda que “os resultados evidenciam um crescimento expressivo do consumo e do número de operações registadas durante o evento, bem como uma crescente internacionalização do evento”. Salientou igualmente o impacto transversal da Semana Santa em setores como o comércio, o turismo e os serviços, considerando que se “trata de um dos eventos com maior retorno económico face ao investimento realizado”.

Os resultados apresentados demonstram também uma crescente internacionalização do evento. O consumo proveniente de visitantes nacionais e turistas estrangeiros representa já cerca de um terço do total registado durante a Semana Santa. França e Espanha destacam-se como os principais mercados internacionais, representando mais de metade da procura estrangeira.

Para o Presidente da Comissão da Semana Santa de Braga, Cónego Avelino Marques Amorim, os resultados apresentados refletem a importância de preservar a essência do evento. “Quanto mais fiéis formos àquilo que somos, maior será o impacto que conseguiremos gerar”, afirmou, destacando que Braga se tem afirmado cada vez mais no contexto internacional sem abdicar da sua identidade.

O responsável salientou igualmente o crescente envolvimento do tecido empresarial na Semana Santa, considerando que esta colaboração tem sido fundamental para a valorização do evento. Sublinhou ainda que Braga dispõe hoje de uma oferta diversificada que permite prolongar a permanência dos visitantes para além das celebrações religiosas, potenciando os benefícios gerados para a economia local. “Temos o desafio de continuar a dar as mãos neste projeto”, acrescentou.

Por sua vez, o Vice-Presidente da AEB, Varico Pereira, considerou que o estudo vem reconhecer de forma objetiva a importância económica da Semana Santa para Braga. O dirigente destacou o papel da Associação Empresarial de Braga na mobilização dos agentes económicos e no envolvimento das empresas na dinâmica associada ao evento.

“Está mais do que comprovado que a Semana Santa tem um impacto significativo na economia local”, afirmou, defendendo uma maior união de todo o tecido empresarial em torno daquela que classificou como “um dos maiores produtos de turismo religioso de Braga e do país”.

Varico Pereira sublinhou ainda que a Semana Santa contribui para estimular a economia, gerando um efeito multiplicador em diversos setores de atividade, desde o comércio e a restauração ao alojamento e aos serviços.

As conclusões do estudo apontam para um reforço da atratividade económica de Braga, um crescimento expressivo do consumo e do número de operações, uma maior internacionalização da Semana Santa e um impacto transversal na atividade económica do concelho, confirmando o evento como um dos mais importantes ativos de promoção, desenvolvimento e notoriedade da cidade.

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