ACB apresenta medidas ao Governo para uma agenda para a competitividade do setor do Comércio e Serviços

15 Jun 2021

A Associação Comercial de Braga acolheu, ontem, dia 14 de junho, uma reunião entre a Secretaria de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, a CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e um conjunto de associações empresariais da região Norte.

A iniciativa contou com a presença do Secretário de Estado João Torres e do Presidente da CCP, João Vieira Lopes, e teve como objetivo o debate de questões relativas ao setor do comércio e serviços abertos ao consumidor, por forma a avaliar os impactos da pandemia, assim como os aspetos mais relevantes para uma recuperação sustentada do setor.

Este diálogo de proximidade com o tecido associativo visou recolher ideias e contributos para a definição das linhas estratégicas de uma agenda para a competitividade do setor e para o correspondente alinhamento com oportunidades de financiamento, pelos fundos europeus, designadamente através do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030.

Neste âmbito, a ACB defendeu o lançamento de um novo programa de apoio ao investimento para o setor do comércio, lembrando que há mais de 7 anos que não existe qualquer sistema de incentivo dirigido à modernização comercial.

Propôs, também, uma nova geração de programas de Urbanismo Comercial, que permitam o apoio à revitalização de determinadas áreas de intervenção nas cidades que detenham potencial comercial subaproveitado, que  conjuguem investimento municipal na valorização do espaço público e investimento privado na modernização dos estabelecimentos comerciais, criando soluções conjuntas de logística urbana e de transformação digital.

Ao nível da digitalização, a ACB defendeu a criação de um programa de transformação digital do comércio e serviços que assente na conjugação de três dimensões fundamentais: serviços de consultoria estratégica, formação de equipas e aquisição de tecnologia.

Considerou também essencial o desenvolvimento de um programa de formação avançada em transformação digital de PME dirigido a dois públicos fundamentais: empresários e a jovens especialistas.

Paralelamente, defendeu a criação de um programa de modernização tecnológica das associações empresariais, que lhes permita, à semelhança do setor público, qualificarem-se e modernizarem-se tecnologicamente, para que fiquem mais aptas a apoiarem a transformação digital da comunidade empresarial.

Do ponto de vista da inovação e empreendedorismo, propôs um programa de inovação disruptiva no setor do comércio, que estimule o desenvolvimento e introdução de inovação e tecnologia disruptiva nas empresas comerciais, aproximando o ecossistema da tecnologia e inovação das empresas através da criação de Laboratórios de Inovação Comercial.

Defendeu, também, o surgimento de um programa de empreendedorismo baseado no conceito Comércio 4.0, que fomente o aparecimento de uma nova geração de empresários no setor e projetos empresariais, facilmente escaláveis, desenhados a pensar na sua presença física e digital.

Por fim, a ACB defendeu a realização de um projeto piloto de “smart retail”, em Braga, que permita criar um sistema avançado de informação de negócio que suporte decisões estratégicas de investimento e gestão comercial, e estimule a cooperação empresarial e o estabelecimento de sinergias do comércio local em contexto urbano.

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