ACB preocupada com os apoios às empresas
26 Mar 2020

A Associação Comercial de Braga está muito preocupada com a situação económica e financeira das empresas. Com o adiamento dos pagamentos à Segurança Social e algumas vendas realizadas até ao encerramento generalizado dos estabelecimentos, existirão empresas que ainda terão a capacidade de pagar os salários do mês de março.
Todavia, a esmagadora maioria das empresas está sem atividade e não se prevê que a situação se altere no próximo mês de abril. Neste contexto, importa, o mais rapidamente possível, encontrar soluções para os graves constrangimentos que se avizinham, a saber:
• Vendas de abril nulas ou muito reduzidas na generalidade das empresas;
• Condições e prazos para solicitar/operacionalizar o layoff por clarificar;
• Grande número de empresas não disporá de tesouraria para cumprir com as obrigações decorrentes do recurso ao layoff simplificado, caso a Segurança Social não efetue a comparticipação antecipadamente à entidade empregadora;
• As linhas de financiamento abrangem um número reduzido de setores, não se sabendo, ainda, o prazo, a dotação orçamental e as condições para a anunciada linha específica para os setores do comércio e serviços;
• O spread previsto nas linhas de crédito é elevado, revelando-se desajustado face à situação excecional que vivemos e à garantia concedida pelo Estado às operações aprovadas;
• À semelhança do que tem sido habitual nas linhas protocoladas, a banca está a canalizar a maior parte da dotação orçamental das linhas para os clientes com melhor notação de risco;
• Embora o Governo tenha já demonstrado abertura para flexibilizar o regime de marcação e gozo de férias com pagamento posterior do respetivo subsídio, não assumiu, ainda, nem prazos nem a forma de como poderá ser feita a sua concretização;
• Da mesma forma, importa que o Governo publique, com a maior brevidade possível, a legislação que cria e regula as moratórias bancárias, assim como as novas medidas de redução das contribuições e impostos;
• Preocupação com o impacto do aumento do desemprego e da redução no consumo na atividade das empresas.
Sem um reforço das medidas de apoio às empresas e uma rápida operacionalização das mesmas, corre-se o risco de, no final de abril, existir um número significativo de empresas sem condições para pagar salários e de se perderem, irrevogavelmente, dezenas de milhares de postos de trabalho em consequência do encerramento de empresas.