Ricardo Reis — “Não sei se é amor que tens, ou amor que finges”
10 Mar 2026
Amar. Sonhar. Viver em Braga
Uma iniciativa da Associação Empresarial de Braga
20 de março a 20 de abril
POESIA À MONTRA
Braga é uma cidade feita de encontros: entre o passado e o futuro, entre a tradição e a inovação, entre quem aqui vive e quem chega todos os dias.
É dessa vocação de diálogo que nasce POESIA À MONTRA, uma exposição literária que transforma as ruas do centro histórico de Braga num percurso poético aberto a todos.
Ao longo de 30 montras de estabelecimentos comerciais, o público é convidado a descobrir uma seleção de poemas de Fernando Pessoa e dos seus heterónimos — Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.
Cada montra corresponde a um capítulo desta viagem pela cidade e pela experiência humana.
O POEMA DESTA MONTRA
Leia o poema desta montra na íntegra.
NÃO SEI SE É AMOR QUE TENS, OU AMOR QUE FINGES,
Não sei se é amor que tens, ou amor que finges,
O que me dás. Dás-mo. Tanto me basta.
Já que o não sou por tempo,
Seja eu jovem por erro.
Pouco os deuses nos dão, e o pouco é falso.
Porém, se o dão, falso que seja, a dadiva
É verdadeira. Aceito,
Cerro olhos: é bastante.
Que mais quero?
Odes de Ricardo Reis . Fernando Pessoa. (Notas de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1946 (imp.1994).
– 128.
DESCUBRA OUTRAS MONTRAS
Explore o mapa e descubra os restantes poemas espalhados pelo centro histórico de Braga.
