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Selo Municipal para a Diversidade, Igualdade e Conciliação com candidaturas abertas até 30 de setembro

Estão abertas as candidaturas à 2.ª edição do Selo Municipal para a Diversidade, Igualdade e Conciliação, uma iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado), em parceria com os seis municípios do território, no âmbito do projeto Cávado +Igual. A iniciativa, que assinala o Dia Municipal para a Igualdade, celebrado a 24 de outubro, pretende reconhecer e valorizar organizações que desenvolvem boas práticas nas áreas da igualdade de oportunidades, diversidade, inclusão, não discriminação e conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal. Quem pode candidatar-se? Podem apresentar candidatura empresas, instituições particulares de solidariedade social, associações, cooperativas e outras organizações com atividade na sub-região do Cávado, independentemente da sua dimensão. São consideradas práticas desenvolvidas ou em vigor nos últimos três anos, nomeadamente: Medidas de flexibilidade e conciliação da vida profissional, familiar e pessoal; Iniciativas de promoção do bem-estar; Práticas de inclusão e valorização da diversidade; Igualdade de oportunidades no contexto profissional; Medidas de prevenção da discriminação e do assédio; Outras iniciativas que contribuam para ambientes de trabalho mais inclusivos, equitativos e socialmente responsáveis. A participação constitui uma oportunidade para as organizações dar visibilidade às boas práticas que já desenvolvem, reconhecer o trabalho das suas equipas e reforçar o seu compromisso com a igualdade, a inclusão e a responsabilidade social. Prazo para candidatura As candidaturas estão abertas até 30 de setembro de 2026. 👉 Aceda ao formulário de candidatura A Associação Empresarial de Braga associa-se a esta iniciativa e incentiva as organizações do território a dar a conhecer as práticas que têm vindo a implementar em matéria de diversidade, igualdade e conciliação.

Opinião AEB | O salário mínimo não pode ser a política salarial do país

As recentes declarações de Gustavo Paulo Duarte, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, tiveram o mérito de colocar no centro do debate uma realidade que se sente cada vez mais dentro das empresas. Ao afirmar que “o pior inimigo do salário médio é o decreto do salário mínimo”, chamou a atenção para um problema real: quando o salário mínimo aumenta muito acima dos restantes salários, não estamos apenas a melhorar a remuneração de quem ganha menos. Estamos também a comprimir toda a estrutura salarial. E é importante dizê-lo com clareza: o problema não está no aumento do salário mínimo. Portugal tinha, e continua a ter, salários baixos e pouco competitivos quando comparados com os países mais desenvolvidos da União Europeia. No entanto, o salário mínimo passou de 505 euros, em 2015, para 920 euros, em 2026. Ou seja, cresceu cerca de 82% em pouco mais de uma década, permitindo melhorar o rendimento de muitos trabalhadores e corrigir atrasos que se tinham acumulado durante demasiado tempo. Mas, para muitas empresas, esta evolução não foi acompanhada por um crescimento proporcional da atividade e, sobretudo, do valor acrescentado bruto ou da produtividade. Esta diferença é essencial para compreender o esforço realizado pelo tecido empresarial. Importa recordar que os salários não são pagos pelas receitas. São pagos pelo valor que as empresas conseguem criar e pela margem que permanece depois de suportados todos os custos da atividade. Mesmo quando a faturação aumenta, isso não significa necessariamente que a empresa esteja mais sólida ou tenha maior capacidade para aumentar salários. Uma parte desse crescimento pode resultar apenas da inflação ou ser absorvida pela subida dos custos da energia, das matérias-primas, das rendas, dos transportes, dos serviços externos e do financiamento. Em muitas empresas, especialmente nas micro e pequenas, a subida do salário mínimo foi, por isso, feita com um esforço enorme. Não resultou de um aumento equivalente do valor gerado. Foi, na maioria dos casos, suportada pela redução da margem operacional, pelo adiamento de investimentos ou pela diminuição das reservas que ajudam a empresa a responder a uma crise ou a uma quebra inesperada da procura. Convém reconhecer esta realidade. As empresas cumpriram e fizeram um esforço brutal que não pode ser desvalorizado. Mas cada aumento absorvido pela margem reduz a capacidade de investir, inovar e resistir ao próximo período de dificuldade. É neste contexto que devemos perguntar: será sustentável continuar a fazer do salário mínimo o principal instrumento da política salarial portuguesa? Durante muitos anos, um trabalhador mais qualificado, mais experiente ou com maiores responsabilidades recebia uma remuneração superior ao salário mínimo. Essa diferença traduzia o reconhecimento do seu percurso, das competências adquiridas, da antiguidade e da responsabilidade assumida dentro da empresa. Hoje, muitos desses trabalhadores olham para o seu salário e percebem que a distância que os separava do salário mínimo está a desaparecer, porque a sua remuneração evoluiu mais lentamente do que o valor fixado pelo Estado. É aqui que nasce a desmotivação. Quando a diferença salarial entre funções distintas se torna cada vez menor, instala-se um sentimento de injustiça e aumenta o risco de as empresas perderem os seus melhores profissionais ou, pior ainda, de os manterem desmotivados. As empresas dispõem de recursos limitados para atualizar salários. E quando têm de concentrar uma parte significativa dessa capacidade financeira no aumento obrigatório do salário mínimo ficam com menos margem para valorizar os salários intermédios. Para preservar as diferenças anteriormente existentes, não bastaria aumentar quem recebe o salário mínimo. Seria necessário fazer repercutir essa subida sobre praticamente toda a tabela salarial. Mas isso é insustentável sem um crescimento correspondente da atividade económica. Es empresas só o conseguirão de forma consistente se aumentarem proporcionalmente a produtividade, as vendas e, sobretudo, o valor acrescentado que suporta essas remunerações. O Estado não pode, por isso, continuar a olhar para esta realidade apenas do lado do decreto. Decide o novo valor, cobra mais impostos e contribuições sobre o acréscimo da massa salarial e deixa às empresas a responsabilidade de encontrar os recursos necessários para pagar a conta. É difícil não reconhecer nesta postura uma certa voracidade. O Estado é rápido a capturar uma parte significativa do esforço adicional realizado pelas empresas e pelos trabalhadores, mas muito menos diligente a devolver-lhes margem e a desenhar políticas que permitam valorizar os salários para além do mínimo. Tem faltado uma verdadeira política de valorização salarial. Uma política que não se limite a definir quanto deve ganhar quem recebe menos, mas que crie condições para as empresas pagarem acima desse valor e conseguirem também valorizar os salários intermédios. Foi esse o desafio lançado pelo presidente da CCP. Em vez de nos limitarmos a aumentar o salário mínimo por decreto, devemos criar condições para que as empresas deixem de pagar salários mínimos. Isso pode passar por incentivos fiscais ou contributivos associados à valorização dos salários, por uma menor tributação dos rendimentos do trabalho e por mecanismos que reduzam a enorme distância entre aquilo que a empresa paga e o que o trabalhador efetivamente recebe. Naturalmente, as empresas também têm de fazer o seu caminho. Precisam de investir, inovar, qualificar a gestão e melhorar a produtividade. Mas esse esforço tem de ser partilhado. O salário mínimo não se pode transformar no salário de referência de uma parte crescente da população, enquanto se reduz a motivação dos restantes trabalhadores e se fragilizam a resiliência e a competitividade das empresas. Uma economia saudável é aquela em que as empresas e a economia crescem ao ponto de cada vez menos pessoas receberem apenas o mínimo. E essa deve ser a ambição de Portugal.   Rui Marques, Diretor Geral da AEB

Indústria portuguesa das embalagens procura oportunidades num mercado norueguês de 1,4 mil milhões de euros

A AEB CCI – Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria e a NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria levam o SustainablePackPT a Oslo para aproximar a fileira nacional de um mercado onde circularidade, sustentabilidade e inovação estão a redefinir as exigências do setor. A ação de prospeção inclui reuniões com a Oslo Chamber of Commerce, a principal associação norueguesa de packaging e a agência de desenvolvimento empresarial de Oslo. A indústria portuguesa das embalagens prepara-se para reforçar a aproximação a um mercado avaliado em 1,4 mil milhões de euros, onde a sustentabilidade, a circularidade e a inovação tecnológica assumem um peso crescente nas decisões de negócio. A Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria (AEB CCI) e a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) realizam, entre 28 de setembro a 1 de outubro, uma ação de prospeção à Noruega, no âmbito do projeto SustainablePackPT, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o mercado, estabelecer contactos com entidades estratégicas e criar novas oportunidades de cooperação e internacionalização para a fileira portuguesa das embalagens. A agenda prevê reuniões com três entidades de referência do ecossistema empresarial e industrial de Oslo: Oslo Chamber of Commerce, The Norwegian Packaging Association e Oslo&Co. A ação de prospeção insere-se na estratégia do SustainablePackPT de reforçar a competitividade e a projeção internacional da indústria portuguesa das embalagens, aproximando-a de mercados onde a sustentabilidade e a circularidade estão a criar novas exigências e oportunidades de negócio. A Noruega assume particular relevância neste contexto. Em 2024, o mercado norueguês de materiais de embalagem foi avaliado em cerca de 1,4 mil milhões de euros, num país onde a procura é fortemente orientada para soluções sustentáveis e recicláveis e onde a taxa de reciclagem é superior a 90%. Entre as áreas com maior potencial destacam-se a alimentação e o food delivery, a indústria farmacêutica, os cuidados pessoais e o comércio eletrónico, a par de oportunidades relacionadas com materiais sustentáveis, embalagens inteligentes, ecodesign e rastreabilidade. Para Rui Marques, Diretor-geral da AEB CCI: “A Noruega é um mercado particularmente relevante para a indústria portuguesa das embalagens pela exigência que coloca ao nível da sustentabilidade, circularidade e inovação. Com esta ação de prospeção queremos conhecer melhor o mercado, criar relações com entidades estratégicas e identificar oportunidades concretas de cooperação e internacionalização para as empresas portuguesas.” Três reuniões para abrir portas ao mercado norueguês A agenda institucional arranca na manhã de 29 de setembro, com uma reunião na Oslo Chamber of Commerce, organização empresarial fundada em 1908 que apoia as empresas norueguesas na atividade internacional e representa no país a International Chamber of Commerce (ICC). O encontro permitirá à AEB CCI e à NERLEI CCI aprofundar o conhecimento sobre o ambiente empresarial norueguês e explorar possibilidades de cooperação e de aproximação entre os ecossistemas empresariais de Portugal e da Noruega. No mesmo dia, a delegação reúne com a The Norwegian Packaging Association (Emballasjeforeningen), principal associação norueguesa dedicada à indústria das embalagens e um dos interlocutores centrais. A agenda prossegue no dia 30 de setembro com uma reunião com a Oslo&Co, agência oficial de desenvolvimento empresarial e promoção de Oslo. A entidade trabalha na atração de investimento, talento e negócios e na criação de ligações entre empresas, entidades públicas e outros atores do ecossistema. A aproximação ao mercado norueguês poderá ainda abrir oportunidades em áreas como papel e cartão, embalagens para cadeia de frio e produtos do mar, soluções industriais e logística inversa, bem como em domínios ligados ao ecodesign, automação, smart packaging e rastreabilidade.   Sobre o SustainablePackPT O SustainablePackPT é um projeto promovido pela Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria (AEB CCI) e a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), orientado para o reforço da competitividade e internacionalização da fileira portuguesa das embalagens, promovendo a inovação, a sustentabilidade e a cooperação entre empresas e restantes agentes do ecossistema. O projeto pretende contribuir para a valorização internacional das competências e soluções desenvolvidas em Portugal e para o posicionamento da indústria nacional nas cadeias de valor associadas ao packaging sustentável. O SustainablePackPT é cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

Opinião Associado AEB | O progresso da panificação e a sua transformação digital

O pão é um dos alimentos mais tradicionais da nossa cultura. Em Portugal, cada região, cada cidade e até cada vila tem os seus próprios tipos de pão, com características que resultam das diferentes formas de confeção e dos ingredientes utilizados. Existem diferenças nos tempos de levedação da massa, na forma como é amassada, nos equipamentos utilizados e, naturalmente, no tipo de forno onde é cozida. Há quem continue a trabalhar de forma mais tradicional, com processos manuais, e há quem tenha introduzido equipamentos modernos capazes de aumentar a capacidade de produção e garantir maior consistência. Também os ingredientes têm um papel fundamental. O tipo de farinha, a moagem, a origem dos cereais e até a água utilizada podem influenciar o resultado final. São pequenos detalhes que, para quem trabalha diariamente na produção de pão, fazem toda a diferença. Temos broas, pães, regueifas e tantos outros produtos, com diferentes formas, sabores e características. Alguns podem ter o mesmo nome, mas basta experimentar o mesmo tipo de pão em duas padarias diferentes para perceber que dificilmente serão exatamente iguais. É precisamente esta diversidade que torna a panificação portuguesa tão rica. Onde está, então, o progresso? Quando pensamos num setor tão tradicional como a panificação, pode parecer que pouco mudou. Afinal, continuamos a misturar farinha, água, fermento e outros ingredientes, a deixar a massa levedar e a levar o pão ao forno. Mas o progresso nem sempre está em mudar aquilo que fazemos. Muitas vezes está em fazê-lo melhor. A inovação pode estar na utilização de novas farinhas, na descoberta de novos ingredientes, em diferentes processos de fermentação ou no desenvolvimento de produtos que respondam a novas necessidades dos consumidores. Hoje encontramos pão de alfarroba, pão de beterraba, pão de fubá, pão sem glúten e muitas outras opções. Algumas recuperam ingredientes tradicionais, outras procuram alternativas mais adequadas às novas exigências alimentares. A panificação evoluiu sem deixar de ser panificação. E é precisamente aqui que surge outra forma de evolução: a transformação digital da gestão. Da compra da farinha à entrega do pão Quando falamos em transformação digital, é fácil pensar apenas em computadores, aplicações ou equipamentos modernos. Mas numa padaria, a verdadeira transformação digital começa muito antes de o pão chegar ao balcão. Começa na gestão. Gosto de pensar nela como um processo que acompanha o produto desde a compra da farinha até ao momento em que o saco de pão é entregue à porta de uma casa. É neste contexto que surge o GPanifica, um software de gestão integrada desenvolvido especificamente para a realidade da panificação, pastelaria, confeitaria e indústria alimentar. A ideia é simples: centralizar num único sistema os processos que fazem parte do dia a dia da empresa. Compras e fornecedores Tudo começa pelas matérias-primas. No GPanifica é possível gerir fornecedores, produtos e compras, permitindo acompanhar as necessidades da empresa e organizar o processo de abastecimento. A gestão deixa de estar dispersa por vários ficheiros, documentos ou aplicações e passa a fazer parte de um único sistema. Clientes, encomendas e distribuição Do outro lado estão os clientes. Uma padaria pode ter clientes com necessidades completamente diferentes: uma loja que encomenda todos os dias, um restaurante que recebe determinados produtos em dias específicos ou um cliente particular que faz uma encomenda para um determinado dia. O GPanifica permite gerir estas diferentes realidades, incluindo encomendas fixas, preços específicos por cliente, rotas de distribuição e períodos de ausência. Se um cliente vai de férias durante duas semanas, por exemplo, não é necessário alterar manualmente todas as encomendas. Basta indicar no sistema o período em que estará ausente. São estes pequenos detalhes que, no dia a dia, acabam por representar uma grande poupança de tempo. Faturação e documentos Depois das encomendas vem todo o processo documental. Guias de remessa, documentos de transporte, faturação e envio de documentos ao cliente podem ser integrados no mesmo fluxo de trabalho. A faturação pode ser enviada por email ou através de faturação eletrónica e, quando existem integrações com clientes ou canais de distribuição, as encomendas podem também ser recebidas eletronicamente e integradas no sistema. O objetivo é reduzir o trabalho repetitivo e, principalmente, evitar que a mesma informação tenha de ser introduzida várias vezes. Produção: transformar encomendas em necessidades Uma das áreas onde a tecnologia pode ter um impacto significativo é na produção. Uma coisa é saber que amanhã existem 500 unidades para produzir. Outra é saber quantas massas são necessárias, quais os ingredientes necessários e em que quantidades. Com base nas receitas e nas encomendas existentes, o GPanifica permite calcular as necessidades de produção e de matéria-prima. Desta forma, a informação que começa numa encomenda pode acompanhar todo o processo até à produção. É aqui que a gestão deixa de ser apenas administrativa e passa a estar diretamente ligada à operação da empresa. Rastreabilidade e controlo de qualidade Na indústria alimentar, controlar não é apenas saber quanto se produziu. É também saber como, quando e com que matérias-primas foi produzido. A rastreabilidade, os registos e os processos relacionados com HACCP e controlo de qualidade assumem cada vez mais importância. Temperaturas de câmaras de frio, equipamentos de conservação, fornos ou túneis de cozedura são exemplos de processos que podem fazer parte do controlo diário de uma empresa. Aquilo que anteriormente podia depender de folhas de papel e registos manuais pode passar a estar integrado num sistema de gestão, tornando a informação mais acessível e permitindo uma consulta mais rápida sempre que seja necessária. Etiquetagem e embalamento Também o processo de impressão e embalamento pode fazer parte da mesma gestão. Produtos embalados, caixas, paletes ou outros formatos podem ter as suas etiquetas definidas de acordo com as necessidades da empresa. Em vez de recorrer a várias aplicações diferentes, a informação pode ser preparada e utilizada dentro do próprio ecossistema GPanifica. Mais uma vez, não se trata apenas de informatizar por informatizar. Trata-se de retirar tarefas desnecessárias ao trabalho diário. A transformação digital não substitui a experiência É importante perceber que digitalizar uma padaria não significa substituir o […]

Comissão Europeia lança consulta pública sobre o Instrumento de Contratação Pública Internacional

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre a primeira revisão do Instrumento de Contratação Pública Internacional, destinada a avaliar o seu funcionamento e a reforçar o acesso das empresas europeias aos mercados públicos de países terceiros. Os contributos podem ser apresentados até 1 de dezembro de 2026. O Instrumento de Contratação Pública Internacional, conhecido pela sigla inglesa IPI, foi criado para promover uma maior abertura dos mercados de contratação pública fora da União Europeia e assegurar condições de concorrência mais equilibradas para as empresas europeias. Este mecanismo permite à Comissão Europeia investigar restrições ou práticas que dificultem a participação de operadores económicos da União Europeia em procedimentos de contratação pública de países terceiros. Sempre que sejam identificadas barreiras, a Comissão pode procurar a sua eliminação através do diálogo e da negociação com as autoridades dos países envolvidos e, em determinadas condições, adotar medidas destinadas a limitar o acesso de empresas desses países ao mercado europeu de contratação pública.   Empresas e associações convidadas a participar A consulta pretende recolher informação sobre a experiência prática dos operadores económicos e avaliar a eficácia do instrumento, sobretudo num contexto em que continuam a existir obstáculos ao acesso das empresas europeias aos mercados públicos de vários países terceiros. A Comissão Europeia procura obter contributos sobre diferentes dimensões do IPI, designadamente: o seu âmbito de aplicação; as regras utilizadas para determinar a origem dos operadores económicos; a eficácia da ferramenta eletrónica para apresentação de queixas relativas a barreiras nos mercados de contratação pública de países terceiros; as investigações e consultas realizadas ao abrigo do instrumento; a adequação dos limiares aplicáveis à adoção de medidas; a forma e o alcance das medidas previstas; a aplicação das obrigações impostas aos adjudicatários selecionados; as exceções à aplicação das medidas do IPI. A participação das empresas e das associações empresariais assume particular importância para a identificação das dificuldades efetivamente sentidas no acesso a contratos públicos internacionais e para a definição de mecanismos mais eficazes de reciprocidade e proteção dos operadores económicos europeus. As entidades interessadas podem participar na consulta através do portal Have Your Say da Comissão Europeia, até ao dia 1 de dezembro de 2026. Podem também ser consultadas a informação divulgada pela Comissão Europeia sobre o lançamento da consulta e a página dedicada à revisão do funcionamento do IPI. Para esclarecimentos adicionais, a Comissão Europeia disponibiliza o endereço eletrónico TRADE-EU-INTERNATIONAL-PROCUREMENT-INSTRUMENT@ec.europa.eu.  

CES alerta para fraca execução do investimento público e desaceleração das exportações

O Conselho Económico e Social (CES) aprovou, no passado dia 10 de setembro, o seu parecer sobre a Conta Geral do Estado de 2025, no qual destaca a manutenção do excedente orçamental e a redução do peso da dívida pública, mas manifesta preocupação com a fraca execução do investimento público, a desaceleração das exportações e a evolução negativa da produtividade. Em 2025, a economia portuguesa cresceu 1,9% em termos reais, superando, pelo quarto ano consecutivo, o crescimento registado na zona euro e na União Europeia. Contudo, o CES assinala que esta evolução representa uma desaceleração face a 2024 e que o PIB per capita, expresso em paridade do poder de compra, recuou de 82% para 81% da média europeia. A procura interna foi o principal motor da economia, com um contributo de 3,7 pontos percentuais para o crescimento do PIB, impulsionada pelo aumento de 3,5% do consumo privado. Em sentido contrário, a procura externa líquida apresentou um contributo negativo de 1,8 pontos percentuais. O parecer evidencia, em particular, o desempenho das exportações de bens e serviços, cujo crescimento se ficou pelos 0,4%, muito abaixo dos 3,5% previstos no Orçamento do Estado. O CES considera que esta evolução traduz uma perda relevante de quota de mercado da economia portuguesa. O peso das exportações no PIB diminuiu de 45,8%, em 2024, para 43,7%, em 2025.   Produtividade portuguesa afasta-se da média europeia Apesar da evolução positiva do mercado de trabalho, com um crescimento de 2,3% da população empregada e uma redução da taxa de desemprego de 6,4% para 6%, a produtividade aparente do trabalho diminuiu 0,4%. A produtividade por hora trabalhada recuou para 66,8% da média da União Europeia, colocando Portugal com o quarto valor mais baixo entre os 27 Estados-Membros. O CES associa esta evolução ao reduzido investimento por trabalhador, ao peso significativo de setores de baixo valor acrescentado e ao investimento insuficiente nas qualificações. A taxa de desemprego jovem, embora tenha diminuído, manteve-se elevada, atingindo 19,5% da população ativa entre os 16 e os 24 anos.   Excedente orçamental apoiado pelo aumento da receita As contas das Administrações Públicas registaram um saldo positivo de 2.058,6 milhões de euros, equivalente a 0,7% do PIB. Trata-se do terceiro ano consecutivo de excedente orçamental. O resultado superou em 1.255 milhões de euros o valor previsto no Orçamento do Estado, beneficiando de uma receita fiscal e contributiva superior ao orçamentado em cerca de 3.591,5 milhões de euros. Segundo o CES, sem este desvio positivo, e mantendo-se os restantes fatores, o saldo orçamental teria sido negativo em 0,5% do PIB. A receita pública total ascendeu a 133 mil milhões de euros, mais 6,7% do que em 2024. O CES destaca o crescimento dos impostos indiretos, que passaram a representar 56% das receitas fiscais, salientando o aumento da receita do IVA, do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis e do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos. A despesa pública total atingiu 130.941 milhões de euros, correspondentes a 42,7% do PIB e a um crescimento de 6,6% face ao ano anterior.   CES considera preocupante a subexecução do investimento A fraca execução do investimento público constitui uma das principais preocupações expressas no parecer. A despesa de capital ficou 2.399 milhões de euros abaixo do valor previsto no Orçamento do Estado, enquanto a receita de capital apresentou uma execução inferior em 2.362 milhões de euros, sobretudo devido aos atrasos na concretização do Plano de Recuperação e Resiliência. O CES alerta que a execução do PRR em 2026 terá de ser cerca de três vezes superior à registada em 2025 para que seja possível alcançar uma realização próxima do inicialmente previsto. Entre as áreas com menores níveis de execução encontram-se a reforma do Estado, com 38,7%, a coesão territorial, com 60,5%, e as infraestruturas e habitação, com 60,6%. O parecer considera insuficientes as explicações apresentadas na Conta Geral do Estado para estes atrasos. Apesar de o investimento público ter atingido 3% do PIB, o CES recorda que, entre 2011 e 2025, o desvio acumulado entre o investimento orçamentado e o efetivamente realizado ascendeu a mais de 114 mil milhões de euros.   Dívida pública reduz peso no PIB Pela positiva, o CES destaca a redução do rácio da dívida pública, que passou de 93,5% para 89,7% do PIB. Nos últimos quatro anos, este indicador diminuiu 21,5 pontos percentuais, aproximando Portugal da média da zona euro, situada em 87,8%. Ainda assim, o valor nominal da dívida aumentou 4,2 mil milhões de euros, atingindo cerca de 275 mil milhões de euros no final de 2025. O parecer assinala igualmente o agravamento dos pagamentos em atraso das entidades públicas, que totalizaram 337 milhões de euros, e o aumento do prazo médio de pagamento a fornecedores de 37 para 42 dias. Nas unidades de saúde, o prazo médio subiu de 77 para 95 dias.   Segurança Social apresenta o saldo mais elevado de sempre A Conta da Segurança Social registou um excedente de 6.723,3 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre e 23,3% acima do previsto. Este resultado beneficiou do crescimento de 8,9% das contribuições e quotizações, associado à criação de emprego e ao aumento dos salários. Os trabalhadores estrangeiros representaram 20,15% do total de contribuintes e o diferencial entre as suas contribuições e as prestações sociais recebidas ascendeu a 3.719 milhões de euros. Nas suas recomendações, o CES defende maior transparência na apresentação das contas dos diferentes sistemas e subsistemas da Segurança Social, o reforço do investimento público, uma melhor execução dos fundos europeus e a integração efetiva da perspetiva da igualdade entre mulheres e homens ao longo de todo o ciclo orçamental. 👉 Consulte aqui o parecer completo do Conselho Económico e Social sobre a Conta Geral do Estado de 2025.  

CCP defende aposta nos serviços intensivos em conhecimento para desbloquear o crescimento

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considera que a retoma do crescimento da economia portuguesa exige uma estratégia orientada para atividades com maior valor acrescentado, atribuindo particular importância aos serviços intensivos em conhecimento e às indústrias de média e alta tecnologia. A posição consta de um comentário ao estudo “Desbloquear o Crescimento de Portugal”, da autoria de Nuno Palma e James A. Robinson, no qual a CCP analisa criticamente as principais orientações e propostas apresentadas e contrapõe uma visão diferente sobre a estrutura produtiva e as prioridades económicas do país. A CCP reconhece como acertado o princípio de que as reformas não podem ser realizadas todas em simultâneo e exigem a definição de prioridades. Considera, contudo, excessiva a opção do estudo por organizar toda a estratégia de crescimento em torno de uma única prioridade, relacionada sobretudo com o funcionamento do Estado e da Justiça.   Reforma da Justiça exige diagnóstico e medidas concretas Embora reconheça que a morosidade da Justiça, em particular nos tribunais administrativos e fiscais, constitui um problema para a competitividade das empresas, a CCP entende que o objetivo de decidir todos os processos no prazo de 90 dias não é acompanhado por um diagnóstico suficientemente detalhado nem por medidas concretas que permitam concretizá-lo. A Confederação destaca a necessidade de diferenciar a realidade das várias jurisdições. Segundo os dados citados no documento, a jurisdição administrativa e fiscal dispõe de 421 juízes, enquanto a jurisdição judicial conta com 1.939. Esta diferença de recursos deverá ser considerada na análise dos tempos de decisão, sobretudo porque os processos administrativos e fiscais têm um impacto particularmente relevante na atividade económica. Com base no “EU Justice Scoreboard 2026”, a CCP assinala ainda que Portugal apresenta um desempenho relativamente próximo da média europeia na resolução de litígios civis e comerciais, sendo a situação significativamente mais desfavorável nos processos administrativos e fiscais. Para o presidente da AEB, Daniel Vilaça, “a morosidade da Justiça e da Administração Pública representa um custo real para as empresas, condicionando decisões de investimento, processos de licenciamento e a capacidade de aproveitar oportunidades de negócio. É, por isso, indispensável estabelecer objetivos exigentes, mas também identificar os bloqueios concretos, reforçar os recursos disponíveis e implementar medidas que produzam resultados mensuráveis”.   CCP rejeita divisão entre empresas “transacionáveis” e “não transacionáveis” Uma das principais reservas da CCP incide sobre a distinção estabelecida no estudo entre o setor dos bens transacionáveis, associado essencialmente à indústria exportadora, e as atividades consideradas não transacionáveis, nas quais se integram o comércio, os serviços e a construção. Para a Confederação, esta separação é desajustada da atual realidade económica e ignora o contributo crescente dos serviços para as exportações, para a incorporação de valor nos produtos industriais e para a competitividade global das empresas. A CCP sublinha que o comércio, os serviços e a construção representam, em conjunto, mais de 70% do valor acrescentado da economia portuguesa, pelo que não podem ser tratados como atividades relativamente improdutivas ou como um bloqueio ao crescimento. “Já não faz sentido olhar para a economia através de uma oposição artificial entre indústria e serviços. A competitividade das empresas industriais depende cada vez mais da tecnologia, do design, da engenharia, da logística, da consultoria, do comércio e de muitos outros serviços especializados. São atividades profundamente interdependentes e é nessa articulação que se cria valor, diferenciação e capacidade exportadora”, afirma Daniel Vilaça. O comentário contesta igualmente a associação estabelecida entre os fundos europeus e o crescimento de setores considerados não transacionáveis. De acordo com os dados do Programa COMPETE 2030 citados pela CCP, 44,8% das operações aprovadas pertencem à indústria transformadora, enquanto os serviços representam 29,3%, o comércio 1,4% e a construção apenas 0,6%. A CCP considera também excessiva a generalização de que setores como a banca, a energia, a construção e a distribuição beneficiam sistematicamente da proximidade ao poder político. Embora não exclua a existência de situações de captura regulatória ou de relações inadequadas entre empresas e decisores públicos, entende que estas não devem ser apresentadas como característica estrutural e generalizada da economia portuguesa.   Exportar mais não é suficiente: é necessário exportar com mais valor A CCP concorda com a necessidade de reforçar o setor exportador, mas alerta que o simples aumento das exportações não garante, por si só, um crescimento económico sustentado. Portugal mantém uma forte dependência das importações em áreas como a energia, a alimentação, os equipamentos, as viaturas e o material elétrico e eletrónico. Neste contexto, o crescimento das exportações só terá um impacto estrutural se for acompanhado por um aumento significativo do valor acrescentado nacional. A Confederação considera que a estratégia de internacionalização não pode continuar excessivamente dependente das indústrias tradicionais de baixa e média-baixa tecnologia, designadamente dos têxteis e vestuário, alimentação e bebidas, produtos petrolíferos ou da subcontratação de peças e componentes. A prioridade deverá passar pelo desenvolvimento de atividades tecnologicamente mais avançadas, pela transformação digital, pela utilização da inteligência artificial e pela crescente integração de serviços na própria atividade industrial. “Portugal não precisa apenas de exportar mais. Precisa de aumentar o valor que cria e retém em cada produto e em cada serviço que coloca nos mercados internacionais. Isso implica investir nas qualificações, no conhecimento, na inovação, na digitalização e na capacidade das empresas desenvolverem marcas, soluções e modelos de negócio mais diferenciados”, sublinha o presidente da AEB.   Serviços intensivos em conhecimento geram 38 mil milhões de euros de valor acrescentado A análise da CCP destaca a importância que os serviços intensivos em conhecimento já assumem na economia portuguesa. Este conjunto integra 391.878 empresas, emprega mais de 1,08 milhões de pessoas e gera cerca de 38.177 milhões de euros de valor acrescentado bruto. Estas atividades representam 64,8% do valor acrescentado de todo o setor dos serviços, apesar de concentrarem apenas 41% do respetivo emprego, revelando níveis de produtividade significativamente superiores. Entre as áreas abrangidas encontram-se os serviços de alta tecnologia, os serviços financeiros, as atividades de consultoria e gestão, os serviços jurídicos e contabilísticos, a arquitetura e engenharia, as telecomunicações, a programação […]

Braga recebe 10.ª edição do Encontro Internacional de Artistas de Rua

Braga volta a transformar-se num palco a céu aberto nos dias 18, 19 e 20 de setembro, com a realização da 10.ª edição do Encontro Internacional de Artistas de Rua, uma iniciativa organizada pelo Fórum Bracarense e pela AEB – Associação Empresarial de Braga. A edição deste ano reúne 22 artistas, que vão ocupar diferentes espaços do centro da cidade, levando música, ritmos e culturas de diferentes partes do mundo para junto de quem vive e visita Braga. Ucrânia, França, Venezuela, Inglaterra e Portugal são alguns dos países representados nesta edição. A apresentação do Encontro decorreu esta terça-feira, nas instalações da AEB, numa conferência de imprensa que assinalou também uma década de uma iniciativa que tem vindo a afirmar-se como um momento de encontro entre a cultura, a cidade e as pessoas. Para José Lopes Ferreira, da associação Forum Bracarense, esta 10.ª edição é motivo de satisfação e resulta de uma colaboração muito próxima entre a AEB e o Fórum Bracarense. “Chegamos ao 10.º Encontro com esta satisfação”, destacou, sublinhando a continuidade de uma iniciativa que leva artistas de diferentes geografias ao centro de Braga. Também Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, destacou o caráter da iniciativa enquanto projeto “da sociedade civil para a sociedade civil”, com o propósito de contribuir para uma cidade melhor e para melhorar a experiência de quem vive e visita Braga. “Braga vai ser palco de 22 artistas”, salientou Rui Marques, destacando a oportunidade que o Encontro proporciona aos artistas para se darem a conhecer e, simultaneamente, ao público para descobrir novas expressões, ritmos e culturas no espaço público. A iniciativa insere-se, assim, numa visão de cidade que se constrói diariamente através das experiências proporcionadas a quem nela vive. “A cidade faz-se todos os dias”, afirmou o Diretor-Geral da AEB, defendendo a importância de criar momentos capazes de surpreender e proporcionar experiências agradáveis a bracarenses e visitantes. Neste sentido, o Encontro Internacional de Artistas de Rua pretende contribuir para “uma Braga mais cosmopolita, dinâmica e de portas abertas”, onde diferentes culturas encontram espaço para se expressar e onde a música pode surgir em qualquer esquina, praça ou rua. A realização desta 10.ª edição é também possível graças ao envolvimento de empresários e beneméritos que apoiam a iniciativa, permitindo dar continuidade a um projeto que, ao longo de dez edições, tem levado animação e cultura para o coração da cidade. Durante três dias, o centro de Braga será, por isso, o ponto de encontro de artistas e públicos, num programa que convida a andar pela cidade, descobrir novos sons e deixar-se surpreender.

Opinião AEB | Depois da Noite Branca, os outros 362 dias

Durante três dias, Braga voltou a mostrar aquilo de que é capaz. A Noite Branca encheu as ruas, mobilizou centenas de milhares de pessoas e criou um ambiente de celebração coletiva que poucos eventos conseguem reproduzir. A cidade ganhou intensidade e transformou o espaço público num enorme palco de cultura, encontro e participação. O comércio, a restauração e os serviços fizeram parte desse espetáculo. Muitas empresas alargaram horários, decoraram montras, criaram iniciativas próprias e adaptaram os seus espaços à enorme afluência de público. Quando existe articulação entre o Município, as associações representativas, os agentes culturais e os operadores económicos, a cidade funciona como um verdadeiro ecossistema e todos beneficiam da dinâmica gerada. Este ano, esta cooperação funcionou melhor do que nunca. Foram definidas regras claras para a obtenção das autorizações, os serviços municipais responderam com rapidez e espírito de colaboração e a organização valorizou as programações paralelas, integrando-as no programa geral. Ao mesmo tempo, foram significativamente reduzidos os condicionamentos à atividade dos operadores com esplanadas, permitindo que mais empresas participassem plenamente no evento e aproveitassem a Noite Branca como uma extraordinária oportunidade de negócio. A Noite Branca é, por isso, um caso de sucesso. E é precisamente esse sucesso que nos deve levar a formular uma pergunta mais exigente: como podemos transportar uma parte desta energia para os outros 362 dias do ano? Uma cidade cheia durante um grande evento não é necessariamente uma cidade viva todos os dias. A vitalidade de um centro urbano não se mede apenas pelo número de pessoas que consegue atrair em momentos excecionais. Mede-se também pela frequência com que os residentes o visitam, pela diversidade e qualidade da oferta comercial, pela capacidade de atrair e fixar negócios diferenciadores e pela vontade que as pessoas têm de permanecer, passear, comprar, conviver e regressar. O centro de Braga continua a possuir atributos extraordinários. Tem património, identidade, comércio, restauração, cultura, turismo e uma escala humana que poucas cidades europeias evidenciam. Beneficia ainda de uma notoriedade crescente e de uma programação regular capaz de atrair públicos muito diversos. Mas nenhum destes ativos deve ser considerado adquirido. Nos últimos anos, temos assistido ao desaparecimento de algumas lojas de referência, à redução da diversidade da oferta e a sinais de menor frequência de visitantes locais e nacionais fora dos grandes eventos. A progressiva perda de qualidade do mix comercial e a dificuldade em atrair novos conceitos representam riscos que não devem ser ignorados. Um centro urbano pode continuar cheio em determinados dias e, ao mesmo tempo, perder gradualmente o seu dinamismo económico no dia a dia. Esta não é uma realidade exclusiva de Braga. Os centros urbanos enfrentam mudanças profundas: novos hábitos de consumo, rendas elevadas, dificuldades de recrutamento, crescimento do comércio eletrónico e uma concorrência cada vez mais intensa. A estas tendências junta-se a generalização do trabalho híbrido em muitas empresas instaladas nos centros das cidades, reduzindo a presença diária de trabalhadores e, consequentemente, os fluxos regulares de pessoas e de consumo. Também por isso, a resposta não pode ficar limitada à promoção de eventos, por mais importantes e bem-sucedidos que sejam. Precisamos de uma estratégia integrada para o centro de Braga. Essa estratégia deve começar pelo espaço público. Aumentar e qualificar a área pedonal é fundamental, mas não significa apenas retirar automóveis. Significa criar melhores condições para caminhar, permanecer, consumir e usufruir da cidade. Exige conforto, limpeza, segurança, iluminação, sinalética, mobiliário urbano, zonas de descanso e razões para o frequentar ao longo de todo o ano. A acessibilidade é igualmente determinante. Um centro mais pedonal precisa de transportes públicos eficientes, estacionamento acessível, soluções adequadas para residentes e trabalhadores e um sistema de distribuição de ‘última milha’ que responda às necessidades das empresas. Não podemos querer um centro mais agradável para as pessoas sem assegurar que os estabelecimentos conseguem receber mercadorias e desenvolver normalmente a sua atividade. É também indispensável apoiar diretamente a modernização do tecido empresarial. Muitas empresas precisam de renovar espaços, melhorar a experiência dos clientes, incorporar tecnologia, reforçar a presença digital e combinar as vendas físicas com os canais online. Outras necessitam de apoio para repensar os seus conceitos de negócio ou preparar processos de sucessão. A AEB tem vindo a defender, junto do Município de Braga, a criação de programas específicos de apoio à modernização do comércio e ao empreendedorismo, capazes de estimular o aparecimento de novos projetos e de reduzir o risco associado à instalação no centro da cidade. Revitalizar não é apenas preservar o que existe. É criar condições para que surjam novas lojas, novas marcas, novos serviços e novas razões para visitar o centro. A política de revitalização deve ainda integrar habitação, cultura, turismo e economia. Um centro com residentes é mais seguro e mais vivo. Um centro com programação cultural regular gera circulação. Um centro com comércio diferenciador oferece motivos para regressar. Já um centro pensado apenas para turistas corre o risco de perder autenticidade e de se afastar de quem nele vive. A Noite Branca demonstra que Braga possui determinação política, capacidade de mobilização, criatividade e escala para realizar grandes iniciativas. O desafio agora é aproveitar essa energia para construir uma dinâmica mais permanente. Não se trata de replicar todos os dias a intensidade de um grande evento. Isso seria impossível. Trata-se de garantir que, terminado o espetáculo, permaneçam as condições para que a cidade continue viva, atrativa e com dinamismo económico. Os grandes eventos são momentos altos da vida urbana. Mas o verdadeiro sucesso de uma cidade constrói-se nos dias comuns: quando uma família decide passear no centro, quando um jovem empreendedor escolhe ali abrir o seu negócio, quando uma loja consegue investir e crescer ou quando um visitante encontra razões para voltar. Braga provou, mais uma vez, que sabe encher as ruas. O próximo desafio é assegurar que essas ruas permanecem vivas durante os outros 362 dias do ano.

AEB acolheu ação de capacitação sobre o futuro dos fundos europeus

A Associação Empresarial de Braga acolheu, esta quinta-feira, dia 10 de setembro, uma ação de capacitação dedicada ao próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, promovida em parceria com a Associação Industrial Portuguesa (AIP). A iniciativa reuniu dirigentes e técnicos de associações empresariais, representantes de empresas de consultoria e outros profissionais ligados à preparação e gestão de projetos, num momento de reflexão sobre as mudanças que se perspetivam no próximo ciclo de financiamento europeu e os seus impactos para as empresas e organizações. Na sessão de abertura, o Presidente da AEB, Daniel Vilaça, destacou a importância de antecipar as mudanças que se avizinham e de preparar as organizações para um contexto marcado por novas prioridades europeias, maior pressão sobre os recursos disponíveis e possíveis alterações nos modelos de gestão e acesso aos instrumentos financeiros. “Estas mudanças obrigam-nos a antecipar cenários, a compreender as novas regras e, sobretudo, a preparar atempadamente as nossas organizações e as nossas empresas”, salientou Daniel Vilaça. O Presidente da AEB sublinhou ainda o papel que os fundos europeus têm desempenhado na modernização da economia portuguesa, no investimento empresarial, na qualificação das pessoas e na competitividade dos territórios, reconhecendo, contudo, a existência de constrangimentos associados à complexidade dos procedimentos, aos atrasos nos processos de decisão e pagamento e às dificuldades de acesso sentidas, em particular, pelas micro e pequenas empresas. Neste contexto, Daniel Vilaça defendeu a necessidade de, no próximo ciclo, assegurar instrumentos de financiamento mais simples, previsíveis e ajustados às necessidades concretas do tecido empresarial, reforçando a proximidade às empresas. Associações empresariais com papel decisivo A sessão permitiu também abordar o papel que as associações empresariais poderão assumir perante este novo cenário. Pela sua proximidade às empresas e pelo conhecimento dos territórios, estas entidades poderão contribuir para a definição das políticas, antecipar mudanças e reforçar a capacidade de apoiar as empresas na identificação e concretização de novas oportunidades de financiamento. A capacitação contou com a participação de Nelson de Souza, ex-Ministro do Planeamento e atual assessor da Comissão Executiva da AIP, que partilhou o seu conhecimento e experiência nas áreas da negociação, programação e execução dos fundos europeus em Portugal. Ao longo da sessão foram abordadas as principais prioridades do próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia, as oportunidades de financiamento para associações empresariais e empresas e os novos instrumentos europeus de apoio à competitividade. Para Daniel Vilaça, iniciativas desta natureza assumem particular importância num período de transição e exigência, ao permitirem criar conhecimento, promover a reflexão e preparar as organizações para os desafios e oportunidades do próximo ciclo de financiamento europeu.

Espaço Empresa reforça apoio aos empresários e empreendedores de Braga

Já se encontra em funcionamento o Espaço Empresa do Município de Braga, um serviço destinado a apoiar empresários, empreendedores, investidores e representantes de empresas, através da disponibilização de informação, aconselhamento personalizado e acompanhamento especializado em matérias relacionadas com a atividade económica. Instalado no Balcão Único do Município de Braga, na Praça Conde de Agrolongo – Edifício do Pópulo, o Espaço Empresa foi desenvolvido em articulação com o IAPMEI, a AICEP e a ARTE, procurando assegurar uma resposta mais integrada, próxima e eficaz às necessidades do tecido empresarial do concelho. Entre os serviços disponibilizados encontram-se: informação sobre licenciamento e operações urbanísticas; apoio em matérias relacionadas com a ocupação do espaço público; acompanhamento de processos de licenciamento industrial, comércio, serviços e restauração; apoio à constituição de empresas online e à certificação PME; informação sobre financiamento, incentivos e apoios; orientação nas áreas da inovação, internacionalização e turismo; apoio na utilização da Chave Móvel Digital. O serviço assegura ainda o encaminhamento qualificado para os diferentes serviços municipais e entidades competentes. O atendimento é efetuado por técnicos municipais, mediante marcação, num espaço reservado que garante a privacidade e a confidencialidade dos assuntos tratados. Para o Presidente da AEB, Daniel Vilaça, “a criação do Espaço Empresa representa um passo importante na simplificação da relação entre as empresas, o Município e os diferentes organismos da Administração Pública. A concentração de informação, aconselhamento e apoio num único ponto de atendimento pode facilitar processos, reduzir constrangimentos e proporcionar respostas mais rápidas e próximas aos empresários e empreendedores”. “A AEB valoriza particularmente a disponibilidade manifestada pelo Município para articular este serviço com as estruturas de apoio empresarial existentes. A cooperação institucional é essencial para construirmos um ecossistema mais favorável ao investimento, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento económico de Braga”, acrescenta o Presidente da Associação. O Espaço Empresa não substitui o apoio especializado nas áreas jurídica, financeira, contabilística ou de elaboração de projetos técnicos.

Concurso ‘Montras em Branco’ já tem vencedores

A Grãos e Sabores venceu o concurso Montras em Branco, promovido pelo Município de Braga e pela Associação Empresarial de Braga (AEB), no âmbito da Noite Branca Braga 2026. A Obrigada conquistou o segundo lugar e a Sensispa alcançou o terceiro lugar. A iniciativa desafiou os estabelecimentos comerciais de Braga a apresentarem propostas criativas para as suas montras, tendo como inspiração o conceito da Noite Branca e contribuindo para a valorização do espaço comercial e para o ambiente associado ao evento. A avaliação das propostas foi realizada por um júri, de acordo com os critérios e respetivas ponderações definidos no artigo 9.º das Normas de Participação: criatividade e originalidade (30%), integração no conceito da Noite Branca (25%), impacto visual (25%) e qualidade estética e execução (20%). Na apreciação efetuada, o júri destacou a elevada qualidade geral das montras participantes, reconhecendo a criatividade, o cuidado estético e o empenho demonstrado pelos estabelecimentos. De acordo com a deliberação do júri, as três propostas classificadas nos primeiros lugares foram as que melhor concretizaram, no seu conjunto, o espírito da iniciativa, destacando-se pela criatividade, pela utilização predominante e expressiva do branco, pelo impacto visual e pela coerência e qualidade da execução.   A classificação final foi a seguinte: 1.º lugar — Grãos e Sabores | Prémio: 1 000 € 2.º lugar — Obrigada | Prémio: 500 € 3.º lugar — Sensispa | Prémio: 250 €   Farmácia Sousa Gomes vence Prémio do Público O concurso contou igualmente com uma votação do público, realizada através da plataforma digital disponibilizada pela organização. No total, foram registados 648 votos, tendo a Farmácia Sousa Gomes obtido a maior votação, com 18,7% dos votos, correspondentes a 121 votos. A montra recebe, assim, o Prémio do Público, no valor de 250 €. Na votação do público, seguiram-se a Obrigada, com 15,3% dos votos, e a Casa Pereira das Violas, com 13,4%. A AEB felicita todos os estabelecimentos participantes pelo envolvimento e criatividade demonstrados e agradece a todos os que contribuíram para tornar esta iniciativa parte da celebração da Noite Branca. Mais do que um concurso, as Montras em Branco procuraram valorizar o comércio local e reforçar a ligação entre os estabelecimentos, a cidade e um dos momentos mais emblemáticos do calendário de Braga.  

Empresas portuguesas convidadas a identificar obstáculos à expansão para o mercado espanhol

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) está a recolher contributos das empresas portuguesas sobre as principais dificuldades enfrentadas no processo de expansão e instalação em Espanha, no âmbito de um levantamento promovido pela Direção-Geral da Economia (DGE). A iniciativa surge por indicação do Gabinete do Ministro da Economia e da Coesão Territorial e pretende identificar os obstáculos que condicionam uma maior presença empresarial portuguesa no mercado espanhol, contribuindo para reduzir a atual assimetria na presença empresarial e nas trocas comerciais entre Portugal e Espanha. Neste contexto, a CCP solicita às associações empresariais que recolham junto das suas empresas associadas informação sobre eventuais constrangimentos sentidos no acesso ao mercado espanhol, nomeadamente no que diz respeito à contratação pública, participação em concursos públicos e outros procedimentos associados à expansão da atividade para Espanha. Para além da identificação das dificuldades existentes, são também particularmente relevantes propostas e sugestões de medidas concretas que possam promover uma maior reciprocidade e um efetivo level playing field entre empresas portuguesas e espanholas, reforçando as condições de competitividade das empresas nacionais no mercado espanhol.   AEB apela ao contributo das empresas A Associação Empresarial de Braga associa-se a este levantamento e incentiva as empresas associadas com experiência ou interesse de expansão para Espanha a partilharem informação sobre os obstáculos que enfrentam ou tenham enfrentado neste processo. Os contributos poderão abranger, entre outros aspetos, dificuldades de acesso a concursos e contratação pública, requisitos administrativos ou regulamentares, barreiras à entrada no mercado, condições de concorrência ou outros constrangimentos que possam limitar a atividade e competitividade das empresas portuguesas em Espanha. As empresas que pretendam contribuir para este levantamento deverão enviar a informação, preferencialmente até 8 de setembro, para os endereços de email Mafalda.gaspar@dgeconomia.gov.pt e Leonilde.ventura@dgae.gov.pt. A recolha destes contributos pretende apoiar a identificação de soluções que permitam ultrapassar obstáculos existentes e criar condições mais equilibradas para a internacionalização das empresas portuguesas, promovendo o reforço das relações económicas e empresariais entre Portugal e Espanha.

Concurso ‘Montras em Branco’ | Já pode votar na sua montra favorita

A votação para o Prémio do Público do concurso ‘Montras em Branco’ já está a decorrer. Até ao dia 6 de setembro, o público pode escolher a sua montra favorita entre as propostas apresentadas pelos estabelecimentos comerciais e de serviços participantes. Promovido pela Associação Empresarial de Braga (AEB) e pelo Município de Braga, o concurso desafiou o comércio local a criar propostas inspiradas no branco e a integrar as montras na dinâmica da Noite Branca. As propostas podem ser encontradas em diferentes pontos da cidade e recorrem a soluções diversas, desde iluminação e instalações a elementos artísticos, objetos, materiais, design e outras abordagens criativas.   26 estabelecimentos a concurso A edição deste ano conta com a participação de 26 estabelecimentos comerciais e de serviços, que aceitaram o desafio de transformar as suas montras e contribuir para a animação da cidade durante a Noite Branca. São eles: A Luneta Oculista ALC Anna Walker Antóniu’s Arcádia – Casa do Chocolate Blomm Brinka Casa dos Linhos Casa Pereira das Violas Ergovisão Farmácia Sousa Gomes Gant Braga Centro Grãos & Sabores Jorge Oculista L’AVELINE Concept Livraria Almedina Marques Soares McDonald’s Braga Centro Obrigada Ótica Ser e Ver OuroBraga Joias Pingo de Gente Sapataria Juv’ss SensiSpa Sporval Representações Starlina Prémio do Público Além dos prémios atribuídos pelo júri, o concurso contempla um Prémio do Público, no valor de 250 euros, que será entregue à proposta que reunir o maior número de votos na votação online. Para votar, basta consultar as propostas participantes e selecionar a sua favorita. 👉 VOTAR NO PRÉMIO DO PÚBLICO A votação decorre até 6 de setembro, acompanhando a realização da Noite Branca.   O concurso ‘Montras em Branco’ atribui ainda 1.000 euros ao primeiro classificado, 500 euros ao segundo e 250 euros ao terceiro, estando igualmente prevista a entrega de um certificado de participação a todos os estabelecimentos participantes. Com esta iniciativa, a AEB e o Município de Braga procuram reforçar a participação do comércio local na Noite Branca, valorizando as montras enquanto elementos de animação e qualificação do espaço urbano.

Novo procedimento obrigatório para a recolha manual de embalagens do Sistema de Depósito e Reembolso

Entrou em vigor, no dia 1 de setembro de 2026, um novo procedimento obrigatório aplicável aos estabelecimentos que funcionam como pontos de recolha manual do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR). A alteração abrange, designadamente, estabelecimentos de comércio tradicional e do setor HORECA nos quais a recolha dos sacos com embalagens é efetuada nas próprias instalações. A partir de agora, os estabelecimentos abrangidos têm de utilizar a aplicação “SDR Ponto de Recolha” para ler e registar os selos de segurança dos sacos cheios antes da chegada do transportador. A aplicação está disponível para dispositivos Android e iOS, através da Play Store e da Apple Store. Antes da sua utilização, deverá ser configurado o acesso dos respetivos utilizadores no Portal TBS. Registo digital obrigatório antes da recolha Imediatamente após estar cheio, cada saco deve ser fechado com o respetivo selo de segurança e registado na aplicação através da leitura do código de barras do selo. Para efetuar o registo, o utilizador deverá: aceder à área «Inventário» da aplicação; selecionar a opção «Fechar saco»; ler o código de barras do selo com a câmara do dispositivo ou introduzi-lo manualmente; selecionar «Continuar transação»; confirmar e enviar o registo. A leitura individual das embalagens depositadas no saco não é obrigatória. Caso não seja efetuada, a aplicação poderá indicar que o saco contém zero unidades, sem que tal impeça o seu posterior processamento. As embalagens serão contadas quando o saco chegar ao Centro de Contagem e Triagem. A SDR Portugal alerta que, sem o registo digital prévio dos sacos na aplicação, o transportador não poderá efetuar a recolha.   Recolha gratuita exige um mínimo de quatro sacos O levantamento regular apenas será efetuado quando o estabelecimento tiver, pelo menos, quatro sacos cheios, devidamente fechados e registados na aplicação. Nestes casos, o custo do transporte é suportado pela SDR Portugal. Quando o estabelecimento pretenda solicitar o levantamento de menos de quatro sacos, deverá contactar o Serviço de Apoio da SDR Portugal até às 12h00 de um dia útil. A recolha será efetuada no dia útil seguinte e terá um custo de 13 euros por deslocação. Os pedidos de recolha excecional e os esclarecimentos poderão ser solicitados através do número 210 195 116 ou do endereço eletrónico recolha@sdrportugal.pt.   A AEB recomenda aos estabelecimentos com pontos de recolha manual que instalem e configurem atempadamente a aplicação, assegurando que todos os sacos são registados antes da chegada do transportador. 👉 Consulte aqui os esclarecimentos da SDR Portugal sobre a recolha manual

Festas Brancas levam a Noite Branca para dentro do comércio e da restauração

Nove espaços da cidade recebem as Festas Brancas, uma iniciativa articulada pela Associação Empresarial de Braga que desafia os estabelecimentos a criarem a sua própria programação e a fazerem parte ativa de uma das maiores celebrações da cidade. A Noite Branca volta a sair dos palcos e a entrar nos estabelecimentos. Nos dias 4 e 5 de setembro, nove espaços de comércio e restauração recebem as Festas Brancas, promovendo momentos próprios de música, animação e convívio que se juntam ao ambiente que, durante três dias, transforma Braga. A iniciativa, articulada pela AEB com os estabelecimentos aderentes, pretende reforçar o envolvimento dos agentes económicos na Noite Branca e estimular a criação de experiências complementares à programação oficial, fazendo dos estabelecimentos não apenas locais de passagem ou de consumo, mas parte integrante da festa. Distribuídas por diferentes pontos da cidade, as nove Festas Brancas contribuem também para ampliar a experiência da Noite Branca, levando animação a diferentes espaços e criando novos motivos para o público circular, permanecer e descobrir a oferta comercial e de restauração de Braga. Para Rui Marques, Diretor Geral da AEB, «a Noite Branca ganha ainda mais força quando a cidade e os seus empresários se apropriam do evento. Com as Festas Brancas queremos que cada estabelecimento possa também ser um palco, criar a sua própria experiência e acrescentar novos motivos para viver a cidade ao longo destes três dias». Rui Marques sublinha igualmente a importância desta programação para alargar a dinâmica do evento: «Queremos contribuir para que a Noite Branca se espalhe por diferentes espaços e ruas, criando vários pontos de animação e incentivando o público a circular pela cidade. É uma forma de inovar na maneira como vivemos o evento e, simultaneamente, de transformar a enorme afluência de pessoas em mais oportunidades para o comércio e para a restauração».   Nove Festas Brancas pela cidade A programação integra nove Festas Brancas, com propostas e ambientes distintos, desenvolvidos pelos próprios estabelecimentos: Rua Dr. Justino Cruz – C. Comercial Santa Bárbara Lanchonete Santa Bárbara Restaurante Alma d’Eça   Rua Dr. Justino Cruz Donna Sé Jardim Degema   Praça da República – Arcada Café Vianna Restaurante Astória   Rua Dr. Gonçalo Sampaio Oboé By Lu Marinho   Largo Barão São Martinho Café Santa Cruz Brasileira Lusitana   Rua S. João Braga SETRA Caldo Entornado APE Coffee MERCADO S.JOÃO   Rua Dom Paio Mendes Rossio Estúdio 22 Panda Cocktail Bar Pátio da Sé Dona Petisca Estúdio 22 Sports bar   Avenida Central 158 Mesa da Saudade Alma do Raio   Largo Rossio da Sé Braga Pereira e Anjos, LDA Aptidão Exaustiva, LDA   As Festas Brancas integram o conjunto de iniciativas articuladas pela AEB com os agentes económicos no âmbito da Noite Branca 2026, a par do HOPEN SUNSET, do concurso Montras em Branco e das medidas destinadas a facilitar e potenciar a participação do comércio e da restauração no evento.

Warm Up Verde Cool antecipa nova edição da iniciativa em Braga

A Associação Empresarial de Braga (AEB) promoveu hoje, dia 2 de setembro, o Warm Up Verde Cool 2026, um encontro que marcou a preparação para a nova edição do Verde Cool, iniciativa que decorre de 7 de setembro a 4 de outubro, em diferentes espaços de restauração e bebidas do concelho de Braga. O momento reuniu representantes de entidades parceiras, espaços aderentes e convidados, proporcionando uma oportunidade de convívio e de apresentação da dinâmica prevista para esta edição. Para Daniel Vilaça, presidente da AEB, o Verde Cool assume-se como uma iniciativa que “valoriza aquilo que Braga tem para oferecer, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades de dinamização para os negócios locais”. O responsável destaca ainda a importância de promover “momentos de encontro entre a comunidade, os visitantes e os empresários, contribuindo para uma cidade mais dinâmica e vivida”. Com o objetivo de promover a gastronomia, os Vinhos Verdes e a atividade dos estabelecimentos locais, o Verde Cool 2026 conta com 46 espaços aderentes, que apresentam propostas gastronómicas desenvolvidas especificamente para a iniciativa, acompanhadas por diferentes referências de Vinho Verde. “A adesão dos espaços é um dos principais indicadores da força que esta iniciativa tem vindo a conquistar”, sublinha Daniel Vilaça. “Temos uma oferta muito diversificada e queremos que, ao longo destas quatro semanas, as pessoas aproveitem para conhecer novos espaços, experimentar diferentes propostas e descobrir Braga através da sua gastronomia.” Ao longo de quatro semanas, o público é convidado a percorrer os espaços participantes, conhecer diferentes propostas e descobrir novas experiências gastronómicas, contribuindo simultaneamente para a valorização e dinamização do comércio e da restauração local. Passaporte Verde Cool e eleição do Melhor Menu À semelhança das edições anteriores, o Verde Cool 2026 inclui um passaporte, através do qual os participantes podem registar as suas visitas aos estabelecimentos aderentes. Ao completar os nove carimbos, os participantes ficam habilitados aos prémios previstos pela organização e ao sorteio final. A iniciativa contempla ainda a eleição do Melhor Menu Verde Cool 2026, permitindo ao público votar na proposta gastronómica que considerar mais diferenciadora. O Warm Up constituiu, assim, um momento de antecipação de uma iniciativa que pretende reforçar a ligação entre gastronomia, comércio, turismo e dinamização económica, promovendo a descoberta de Braga através dos seus espaços e sabores. Com o arranque marcado para 7 de setembro, estão reunidas as condições para mais uma edição do Verde Cool, que durante um mês pretende levar residentes e visitantes a conhecer e valorizar a diversidade da oferta gastronómica da cidade.

AEB alerta para erro na fórmula de cálculo da remuneração horária publicada no BTE

A AEB informa as empresas abrangidas pelo Contrato Coletivo de Trabalho do Comércio e Serviços do distrito de Braga de que a fórmula constante da cláusula 24.ª-A, publicada no Boletim do Trabalho e Emprego n.º 27, de 22 de julho de 2026, contém um erro material. A cláusula em causa regula a remuneração do trabalho prestado aos domingos e feriados. Contudo, a fórmula publicada para determinar a remuneração horária não inclui, no denominador, as 52 semanas do ano, conduzindo a um resultado incorreto. Nos termos do artigo 271.º do Código do Trabalho, a fórmula correta para o cálculo do valor da remuneração horária é a seguinte: Remuneração horária = (Retribuição mensal × 12) ÷ (N.º de horas de trabalho semanal × 52) Nesta fórmula: a retribuição mensal corresponde ao valor da remuneração mensal relevante para o cálculo; o número de horas de trabalho semanal corresponde ao período normal de trabalho semanal do trabalhador. A AEB já articulou esta matéria com os sindicatos subscritores do CCT, que irão diligenciar junto da entidade competente no sentido de promover a retificação do texto publicado. Até à publicação da respetiva retificação, as empresas deverão considerar a fórmula prevista no artigo 271.º do Código do Trabalho para apurar o valor da remuneração horária, aplicando posteriormente os acréscimos ou subsídios previstos na cláusula 24.ª-A para o trabalho prestado aos domingos e feriados. A AEB divulgará informação adicional logo que o procedimento de retificação se encontre concluído. → Consultar o BTE n.º 27, de 22 de julho de 2026 → Consultar o artigo 271.º do Código do Trabalho