Mudanças na Educação e no Mercado de Trabalho: Destaques do Relatório ‘Estado da Nação 2024’

15 Jul 2024

A Fundação José Neves publicou o estudo “Estado da Nação 2024”. O relatório de 2024 traça um retrato sobre o estado da Educação, Emprego e Competências em Portugal referente ao ano de 2023, fornecendo insights valiosos para a adaptação das empresas às exigências do mercado de trabalho contemporâneo e futuro.

A edição de 2024, foca-se no impacto positivo da educação no emprego e nos salários e no impacto da digitalização e da Inteligência Artificial na composição do trabalho, equacionando o aparecimento de um novo mercado de trabalho português.

PRINCIPAIS DESTAQUES DO RELATÓRIO

Alinhamento entre Educação e Emprego: Em 2023, os indicadores-chave do Alinhamento entre Educação e Emprego evoluíram positivamente, assim como um dos indicadores-chave da Educação.

Qualificação do Mercado de Trabalho: Em 2023, o mercado de trabalho recompôs-se e tornou-se mais qualificado devido à crescente intensidade digital das profissões.

Desemprego Jovem: O desemprego jovem, em particular dos que têm Ensino Superior, encontra-se no nível pré-pandémico.

Vantagem do Ensino Superior: A vantagem do Ensino Superior foi reforçada pelo maior aumento salarial nos trabalhadores mais qualificados (os trabalhadores mais qualificados continuam a ser os mais bem pagos no mercado, quer entre a população empregada em geral como entre os trabalhadores mais jovens).

Procura pelo Ensino Profissional: O Ensino Profissional tem cada vez mais procura, em particular os cursos das áreas tecnológicas.

CTeSP em Alta: Os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP), promovidos pelo Ensino Superior Politécnico, têm cada vez mais inscritos e áreas ligadas à tecnologia e digitalização estão entre as mais procuradas.

Intensidade Digital do Emprego: A intensidade digital do emprego diminuiu significativamente após a pandemia, mas é ainda superior ao período pré-pandémico.

Teletrabalho: Nos últimos dois anos, o teletrabalho tornou-se cada vez mais híbrido, combinando, de forma regular, trabalho presencial e em casa, sendo os jovens com Ensino Superior a desempenhar mais funções em teletrabalho permanente ou regular. 11 em cada 100 trabalhadores portugueses trabalham em casa de forma regular e com recurso a TIC.

Produtividade e Salários: As empresas com maior digitalização têm mais produtividade e pagam melhores salários.

Exposição à Inteligência Artificial: A exposição à Inteligência Artificial dos trabalhadores portugueses é maior nas áreas administrativa, financeira e de gestão, psicologia e direito. Os trabalhadores portugueses mais expostos à IA são os mais qualificados, mulheres e os mais bem pagos.

Em suma, 2023 destaca-se como um ano de evolução positiva em vários indicadores de educação e emprego em Portugal, embora persistam desafios significativos que requerem uma intervenção articulada. A valorização crescente da aprendizagem ao longo da vida e das qualificações, bem como a adaptação ao impacto da digitalização e da IA no (novo) mercado de trabalho que se afigura, são fundamentais para um futuro mais qualificado e competitivo.

METAS PARA 2040

Ao longo da última década, a evolução dos cinco indicadores associados às metas aspiracionais para 2040 tem sido bastante positiva. Não obstante, comparando 2023 com o ano anterior, 2022, alguns destes indicadores tiveram um retrocesso.

Progresso Positivo: Decréscimo da proporção de adultos sem o Ensino Secundário completo (42% em 2022 para 40,6% em 2023), aumento da taxa de emprego dos recém-formados (78,4% em 2022 para 78,8% em 2023) e ligeiro crescimento da proporção de adultos que participa em programas de educação e formação (de 12,3% em 2022 para 13,4% em 2023).

Retrocessos: Decréscimo da proporção de jovens adultos com Ensino Superior (de 42,5% em 2022 para 40,9% em 2023) e a perda de uma posição de Portugal no peso do emprego em setores intensivos em conhecimento e tecnologia face aos restantes países da UE-27 (queda da 16ª posição em 2022 para a 17ª posição em 2023).

 

CONCLUSÃO DO ESTUDO

Portugal tem de ser capaz de formar, reter e desenvolver o talento dos jovens e dos adultos alinhando a educação com o mercado de trabalho, com vista a mitigar os desafios do futuro. Considerado o diagnóstico realizado no relatório e a ambição para 2040, as ações mais urgentes nos três eixos são: EDUCAÇÃO, EMPREGO E ALINHAMENTO ENTRE EDUCAÇÃO E EMPREGO.

 

Para mais detalhes, consulte o relatório completo no site da Fundação José Neves.

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