Tarifas de 30%? AEB, responde com inovação e novos mercados
21 Jul 2025

A Associação Empresarial de Braga perante a entrada em vigor das tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos da América (EUA) sobre produtos da União Europeia (EU), prevista para 1 de agosto de 2025, considera que representa um desafio significativo para a economia portuguesa. Em Braga, onde mais de 150 empresas mantêm relações comerciais com o mercado norte-americano, o impacto poderá ser direto e profundo. No entanto, este é também um momento de união, estratégia e ação.
Só em 2024, as empresas da região de Braga exportaram cerca de 124 milhões de euros para os Estados Unidos, segundo dados compilados pela AICEP. Os principais setores envolvidos incluem o têxtil e moda, tecnologias de informação, metalomecânica, calçado e componentes eletrónicos.
“São empresas que criam emprego, que inovam e que levam o nome de Braga além-fronteiras. Com estas tarifas, muitos desses produtos vão tornar-se menos competitivos, e isso preocupa-nos. Mas não é tempo de baixar os braços. É tempo de agir!”, assevera Daniel Vilaça, Presidente da Associação Empresarial de Braga (AEB).
A Associação Empresarial de Braga está totalmente disponível para ajudar as empresas da região a encontrar novos mercados e a reposicionar-se estrategicamente.
Daniel Vilaça afirma que “a AEB enquanto Câmara de Comércio e Indústria para o distrito de Braga e membro da International Chamber of Commerce (ICC) — a maior organização mundial de câmaras de comércio e indústria — temos acesso a uma vasta rede internacional de contactos, parceiros e oportunidades. Esta ligação permite-nos abrir portas, estabelecer pontes e criar ligações comerciais em mercados alternativos, como a América Latina, África, Sudeste Asiático e Médio Oriente”.
Portugal exportou 5,3 mil milhões de euros para os EUA no último ano, sendo este o quarto maior mercado externo do país. Setores como o farmacêutico, os produtos minerais, a maquinaria e até o armamento estão entre os mais afetados.
“Embora se fale de uma possível quebra no PIB europeu, aqui em Braga, o que nos preocupa são as pessoas, as empresas, os projetos que podem ser travados. As empresas de Braga já provaram, vezes sem conta, que sabem resistir. Que sabem reinventar-se. E é por isso que acredito que vamos ultrapassar este desafio. Com coragem, com criatividade e com cooperação”, declara Daniel Vilaça.
As estratégias da União Europeia para mitigar o impacto das tarifas dos EUA têm efeitos diretos e indiretos na economia portuguesa. Portugal, como uma economia aberta e integrada no mercado único europeu, beneficia de várias dessas medidas — mas também enfrenta desafios específicos.
“É também fundamental que o Governo português e a União Europeia estejam à altura do momento. Que defendam os nossos interesses com firmeza, mas com inteligência diplomática. Que não deixem as nossas empresas sozinhas nesta travessia. Braga tem talento, tem visão e tem vontade. E, acima de tudo, tem uma comunidade empresarial que não desiste”, conclui Daniel Vilaça.