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Empresas portuguesas convidadas a identificar obstáculos à expansão para o mercado espanhol

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) está a recolher contributos das empresas portuguesas sobre as principais dificuldades enfrentadas no processo de expansão e instalação em Espanha, no âmbito de um levantamento promovido pela Direção-Geral da Economia (DGE). A iniciativa surge por indicação do Gabinete do Ministro da Economia e da Coesão Territorial e pretende identificar os obstáculos que condicionam uma maior presença empresarial portuguesa no mercado espanhol, contribuindo para reduzir a atual assimetria na presença empresarial e nas trocas comerciais entre Portugal e Espanha. Neste contexto, a CCP solicita às associações empresariais que recolham junto das suas empresas associadas informação sobre eventuais constrangimentos sentidos no acesso ao mercado espanhol, nomeadamente no que diz respeito à contratação pública, participação em concursos públicos e outros procedimentos associados à expansão da atividade para Espanha. Para além da identificação das dificuldades existentes, são também particularmente relevantes propostas e sugestões de medidas concretas que possam promover uma maior reciprocidade e um efetivo level playing field entre empresas portuguesas e espanholas, reforçando as condições de competitividade das empresas nacionais no mercado espanhol.   AEB apela ao contributo das empresas A Associação Empresarial de Braga associa-se a este levantamento e incentiva as empresas associadas com experiência ou interesse de expansão para Espanha a partilharem informação sobre os obstáculos que enfrentam ou tenham enfrentado neste processo. Os contributos poderão abranger, entre outros aspetos, dificuldades de acesso a concursos e contratação pública, requisitos administrativos ou regulamentares, barreiras à entrada no mercado, condições de concorrência ou outros constrangimentos que possam limitar a atividade e competitividade das empresas portuguesas em Espanha. As empresas que pretendam contribuir para este levantamento deverão enviar a informação, preferencialmente até 8 de setembro, para os endereços de email Mafalda.gaspar@dgeconomia.gov.pt e Leonilde.ventura@dgae.gov.pt. A recolha destes contributos pretende apoiar a identificação de soluções que permitam ultrapassar obstáculos existentes e criar condições mais equilibradas para a internacionalização das empresas portuguesas, promovendo o reforço das relações económicas e empresariais entre Portugal e Espanha.

Concurso ‘Montras em Branco’ | Já pode votar na sua montra favorita

A votação para o Prémio do Público do concurso ‘Montras em Branco’ já está a decorrer. Até ao dia 6 de setembro, o público pode escolher a sua montra favorita entre as propostas apresentadas pelos estabelecimentos comerciais e de serviços participantes. Promovido pela Associação Empresarial de Braga (AEB) e pelo Município de Braga, o concurso desafiou o comércio local a criar propostas inspiradas no branco e a integrar as montras na dinâmica da Noite Branca. As propostas podem ser encontradas em diferentes pontos da cidade e recorrem a soluções diversas, desde iluminação e instalações a elementos artísticos, objetos, materiais, design e outras abordagens criativas.   26 estabelecimentos a concurso A edição deste ano conta com a participação de 26 estabelecimentos comerciais e de serviços, que aceitaram o desafio de transformar as suas montras e contribuir para a animação da cidade durante a Noite Branca. São eles: A Luneta Oculista ALC Anna Walker Antóniu’s Arcádia – Casa do Chocolate Blomm Brinka Casa dos Linhos Casa Pereira das Violas Ergovisão Farmácia Sousa Gomes Gant Braga Centro Grãos & Sabores Jorge Oculista L’AVELINE Concept Livraria Almedina Marques Soares McDonald’s Braga Centro Obrigada Ótica Ser e Ver OuroBraga Joias Pingo de Gente Sapataria Juv’ss SensiSpa Sporval Representações Starlina Prémio do Público Além dos prémios atribuídos pelo júri, o concurso contempla um Prémio do Público, no valor de 250 euros, que será entregue à proposta que reunir o maior número de votos na votação online. Para votar, basta consultar as propostas participantes e selecionar a sua favorita. 👉 VOTAR NO PRÉMIO DO PÚBLICO A votação decorre até 6 de setembro, acompanhando a realização da Noite Branca.   O concurso ‘Montras em Branco’ atribui ainda 1.000 euros ao primeiro classificado, 500 euros ao segundo e 250 euros ao terceiro, estando igualmente prevista a entrega de um certificado de participação a todos os estabelecimentos participantes. Com esta iniciativa, a AEB e o Município de Braga procuram reforçar a participação do comércio local na Noite Branca, valorizando as montras enquanto elementos de animação e qualificação do espaço urbano.

Novo procedimento obrigatório para a recolha manual de embalagens do Sistema de Depósito e Reembolso

Entrou em vigor, no dia 1 de setembro de 2026, um novo procedimento obrigatório aplicável aos estabelecimentos que funcionam como pontos de recolha manual do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR). A alteração abrange, designadamente, estabelecimentos de comércio tradicional e do setor HORECA nos quais a recolha dos sacos com embalagens é efetuada nas próprias instalações. A partir de agora, os estabelecimentos abrangidos têm de utilizar a aplicação “SDR Ponto de Recolha” para ler e registar os selos de segurança dos sacos cheios antes da chegada do transportador. A aplicação está disponível para dispositivos Android e iOS, através da Play Store e da Apple Store. Antes da sua utilização, deverá ser configurado o acesso dos respetivos utilizadores no Portal TBS. Registo digital obrigatório antes da recolha Imediatamente após estar cheio, cada saco deve ser fechado com o respetivo selo de segurança e registado na aplicação através da leitura do código de barras do selo. Para efetuar o registo, o utilizador deverá: aceder à área «Inventário» da aplicação; selecionar a opção «Fechar saco»; ler o código de barras do selo com a câmara do dispositivo ou introduzi-lo manualmente; selecionar «Continuar transação»; confirmar e enviar o registo. A leitura individual das embalagens depositadas no saco não é obrigatória. Caso não seja efetuada, a aplicação poderá indicar que o saco contém zero unidades, sem que tal impeça o seu posterior processamento. As embalagens serão contadas quando o saco chegar ao Centro de Contagem e Triagem. A SDR Portugal alerta que, sem o registo digital prévio dos sacos na aplicação, o transportador não poderá efetuar a recolha.   Recolha gratuita exige um mínimo de quatro sacos O levantamento regular apenas será efetuado quando o estabelecimento tiver, pelo menos, quatro sacos cheios, devidamente fechados e registados na aplicação. Nestes casos, o custo do transporte é suportado pela SDR Portugal. Quando o estabelecimento pretenda solicitar o levantamento de menos de quatro sacos, deverá contactar o Serviço de Apoio da SDR Portugal até às 12h00 de um dia útil. A recolha será efetuada no dia útil seguinte e terá um custo de 13 euros por deslocação. Os pedidos de recolha excecional e os esclarecimentos poderão ser solicitados através do número 210 195 116 ou do endereço eletrónico recolha@sdrportugal.pt.   A AEB recomenda aos estabelecimentos com pontos de recolha manual que instalem e configurem atempadamente a aplicação, assegurando que todos os sacos são registados antes da chegada do transportador. 👉 Consulte aqui os esclarecimentos da SDR Portugal sobre a recolha manual

Festas Brancas levam a Noite Branca para dentro do comércio e da restauração

Nove espaços da cidade recebem as Festas Brancas, uma iniciativa articulada pela Associação Empresarial de Braga que desafia os estabelecimentos a criarem a sua própria programação e a fazerem parte ativa de uma das maiores celebrações da cidade. A Noite Branca volta a sair dos palcos e a entrar nos estabelecimentos. Nos dias 4 e 5 de setembro, nove espaços de comércio e restauração recebem as Festas Brancas, promovendo momentos próprios de música, animação e convívio que se juntam ao ambiente que, durante três dias, transforma Braga. A iniciativa, articulada pela AEB com os estabelecimentos aderentes, pretende reforçar o envolvimento dos agentes económicos na Noite Branca e estimular a criação de experiências complementares à programação oficial, fazendo dos estabelecimentos não apenas locais de passagem ou de consumo, mas parte integrante da festa. Distribuídas por diferentes pontos da cidade, as nove Festas Brancas contribuem também para ampliar a experiência da Noite Branca, levando animação a diferentes espaços e criando novos motivos para o público circular, permanecer e descobrir a oferta comercial e de restauração de Braga. Para Rui Marques, Diretor Geral da AEB, «a Noite Branca ganha ainda mais força quando a cidade e os seus empresários se apropriam do evento. Com as Festas Brancas queremos que cada estabelecimento possa também ser um palco, criar a sua própria experiência e acrescentar novos motivos para viver a cidade ao longo destes três dias». Rui Marques sublinha igualmente a importância desta programação para alargar a dinâmica do evento: «Queremos contribuir para que a Noite Branca se espalhe por diferentes espaços e ruas, criando vários pontos de animação e incentivando o público a circular pela cidade. É uma forma de inovar na maneira como vivemos o evento e, simultaneamente, de transformar a enorme afluência de pessoas em mais oportunidades para o comércio e para a restauração».   Nove Festas Brancas pela cidade A programação integra nove Festas Brancas, com propostas e ambientes distintos, desenvolvidos pelos próprios estabelecimentos: Rua Dr. Justino Cruz – C. Comercial Santa Bárbara Lanchonete Santa Bárbara Restaurante Alma d’Eça   Rua Dr. Justino Cruz Donna Sé Jardim Degema   Praça da República – Arcada Café Vianna Restaurante Astória   Rua Dr. Gonçalo Sampaio Oboé By Lu Marinho   Largo Barão São Martinho Café Santa Cruz Brasileira Lusitana   Rua S. João Braga SETRA Caldo Entornado APE Coffee MERCADO S.JOÃO   Rua Dom Paio Mendes Rossio Estúdio 22 Panda Cocktail Bar Pátio da Sé Dona Petisca Estúdio 22 Sports bar   Avenida Central 158 Mesa da Saudade Alma do Raio   Largo Rossio da Sé Braga Pereira e Anjos, LDA Aptidão Exaustiva, LDA   As Festas Brancas integram o conjunto de iniciativas articuladas pela AEB com os agentes económicos no âmbito da Noite Branca 2026, a par do HOPEN SUNSET, do concurso Montras em Branco e das medidas destinadas a facilitar e potenciar a participação do comércio e da restauração no evento.

Warm Up Verde Cool antecipa nova edição da iniciativa em Braga

A Associação Empresarial de Braga (AEB) promoveu hoje, dia 2 de setembro, o Warm Up Verde Cool 2026, um encontro que marcou a preparação para a nova edição do Verde Cool, iniciativa que decorre de 7 de setembro a 4 de outubro, em diferentes espaços de restauração e bebidas do concelho de Braga. O momento reuniu representantes de entidades parceiras, espaços aderentes e convidados, proporcionando uma oportunidade de convívio e de apresentação da dinâmica prevista para esta edição. Para Daniel Vilaça, presidente da AEB, o Verde Cool assume-se como uma iniciativa que “valoriza aquilo que Braga tem para oferecer, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades de dinamização para os negócios locais”. O responsável destaca ainda a importância de promover “momentos de encontro entre a comunidade, os visitantes e os empresários, contribuindo para uma cidade mais dinâmica e vivida”. Com o objetivo de promover a gastronomia, os Vinhos Verdes e a atividade dos estabelecimentos locais, o Verde Cool 2026 conta com 46 espaços aderentes, que apresentam propostas gastronómicas desenvolvidas especificamente para a iniciativa, acompanhadas por diferentes referências de Vinho Verde. “A adesão dos espaços é um dos principais indicadores da força que esta iniciativa tem vindo a conquistar”, sublinha Daniel Vilaça. “Temos uma oferta muito diversificada e queremos que, ao longo destas quatro semanas, as pessoas aproveitem para conhecer novos espaços, experimentar diferentes propostas e descobrir Braga através da sua gastronomia.” Ao longo de quatro semanas, o público é convidado a percorrer os espaços participantes, conhecer diferentes propostas e descobrir novas experiências gastronómicas, contribuindo simultaneamente para a valorização e dinamização do comércio e da restauração local. Passaporte Verde Cool e eleição do Melhor Menu À semelhança das edições anteriores, o Verde Cool 2026 inclui um passaporte, através do qual os participantes podem registar as suas visitas aos estabelecimentos aderentes. Ao completar os nove carimbos, os participantes ficam habilitados aos prémios previstos pela organização e ao sorteio final. A iniciativa contempla ainda a eleição do Melhor Menu Verde Cool 2026, permitindo ao público votar na proposta gastronómica que considerar mais diferenciadora. O Warm Up constituiu, assim, um momento de antecipação de uma iniciativa que pretende reforçar a ligação entre gastronomia, comércio, turismo e dinamização económica, promovendo a descoberta de Braga através dos seus espaços e sabores. Com o arranque marcado para 7 de setembro, estão reunidas as condições para mais uma edição do Verde Cool, que durante um mês pretende levar residentes e visitantes a conhecer e valorizar a diversidade da oferta gastronómica da cidade.

AEB alerta para erro na fórmula de cálculo da remuneração horária publicada no BTE

A AEB informa as empresas abrangidas pelo Contrato Coletivo de Trabalho do Comércio e Serviços do distrito de Braga de que a fórmula constante da cláusula 24.ª-A, publicada no Boletim do Trabalho e Emprego n.º 27, de 22 de julho de 2026, contém um erro material. A cláusula em causa regula a remuneração do trabalho prestado aos domingos e feriados. Contudo, a fórmula publicada para determinar a remuneração horária não inclui, no denominador, as 52 semanas do ano, conduzindo a um resultado incorreto. Nos termos do artigo 271.º do Código do Trabalho, a fórmula correta para o cálculo do valor da remuneração horária é a seguinte: Remuneração horária = (Retribuição mensal × 12) ÷ (N.º de horas de trabalho semanal × 52) Nesta fórmula: a retribuição mensal corresponde ao valor da remuneração mensal relevante para o cálculo; o número de horas de trabalho semanal corresponde ao período normal de trabalho semanal do trabalhador. A AEB já articulou esta matéria com os sindicatos subscritores do CCT, que irão diligenciar junto da entidade competente no sentido de promover a retificação do texto publicado. Até à publicação da respetiva retificação, as empresas deverão considerar a fórmula prevista no artigo 271.º do Código do Trabalho para apurar o valor da remuneração horária, aplicando posteriormente os acréscimos ou subsídios previstos na cláusula 24.ª-A para o trabalho prestado aos domingos e feriados. A AEB divulgará informação adicional logo que o procedimento de retificação se encontre concluído. → Consultar o BTE n.º 27, de 22 de julho de 2026 → Consultar o artigo 271.º do Código do Trabalho

Envio eletrónico das folhas de reclamação físicas vai tornar-se obrigatório

Encontra-se em consulta pública o projeto de regulamento que estabelece a obrigatoriedade de envio à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), por via eletrónica, das reclamações apresentadas através do livro de reclamações em formato físico. A medida pretende desmaterializar e tornar mais célere o processo de transmissão e tratamento das reclamações, substituindo o atual envio em papel pela submissão digital através da página oficial da ASAE, na área dedicada ao Livro de Reclamações. De acordo com o projeto de regulamento, os fornecedores de bens e prestadores de serviços abrangidos deverão: digitalizar e enviar a folha de reclamação através do portal da ASAE, dentro do prazo legalmente estabelecido; preencher os campos obrigatórios do formulário eletrónico, incluindo os elementos relativos ao reclamante, ao operador económico, à reclamação e à resposta apresentada; assegurar que os documentos digitalizados apresentam condições de legibilidade equivalentes às dos originais; conservar o original da folha de reclamação, os restantes elementos do processo, a mensagem de envio e o respetivo recibo de entrega à ASAE. Em caso de indisponibilidade dos serviços eletrónicos, o envio poderá, excecionalmente, ser efetuado pelos meios atualmente previstos, devendo o operador económico justificar a impossibilidade de submissão digital. O regulamento entrará em vigor 30 dias após a sua publicação. Nesta fase, trata-se ainda de um projeto sujeito a consulta pública, pelo que a nova obrigação não se encontra em vigor. AEB recolhe contributos das empresas A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal está a recolher sugestões, observações e comentários sobre o projeto de regulamento. As empresas que pretendam pronunciar-se poderão enviar os seus contributos à AEB até ao dia 23 de setembro, para que possam ser analisados e integrados na posição a apresentar no âmbito da consulta pública.

A Noite Branca começa no HOPEN SUNSET

Braga vai contar, nos dias 4 e 5 de setembro, com o HOPEN SUNSET, iniciativa que assinala o arranque da Noite Branca e que terá como palco o Campo das Hortas. Com o mote “OPEN THE NIGHT”, o HOPEN SUNSET propõe uma forma diferente de começar a viver Braga nestes dias de festa. Mais do que um nome, o HOPEN é hoje uma marca reconhecida na cidade, associada a um conceito que tem sabido reunir gastronomia, música, animação e convívio no centro de Braga. Na Noite Branca, esse espírito ganha um novo momento: o HOPEN SUNSET transporta a identidade de encontro e celebração para o final de tarde, transformando o Campo das Hortas num espaço para estar, ouvir música e reencontrar amigos, num ambiente que antecipa duas das noites mais marcantes do ano na cidade. O conceito parte de uma ideia simples – todas as grandes noites precisam de um começo. Ao longo de dois dias, música, ambiente e animação acompanham as últimas horas de luz e criam uma transição natural entre a tarde e a noite. Dois dias, dois sunsets, duas grandes noites, num espaço aberto à cidade e que afirma uma nova centralidade entre a Estação e o coração da Noite Branca. Os Braga After Dark sunsets têm já um percurso próprio: as duas primeiras edições decorreram na Praça da República, em 2024 e 2025, no âmbito do programa europeu URBACT, Cities After Dark. Nesta terceira edição, o evento assume a marca HOPEN e integra a programação da Noite Branca. À semelhança das edições anteriores, o cartaz é integralmente assegurado por DJs da cidade, reforçando a aposta no talento local e na noite de Braga. O HOPEN SUNSET – by Braga After Dark é uma organização da Associação Empresarial de Braga (AEB), em parceria com a Beautiful Alphabet e integra a programação oficial da Noite Branca 2026. Para Rui Marques, Diretor Geral da AEB, «o HOPEN SUNSET pretende criar um novo momento de encontro na cidade, aproveitando a dinâmica extraordinária da Noite Branca para antecipar o ambiente da noite e reforçar a animação do centro urbano. Ao mesmo tempo, damos continuidade ao trabalho desenvolvido com o Braga After Dark, agora integrado numa marca, HOPEN, que queremos afirmar como uma plataforma de valorização da noite, da cultura, da gastronomia e da economia urbana de Braga». Rui Marques destaca ainda a escolha do Campo das Hortas: «Procuramos também alargar geograficamente a festa, criar uma nova centralidade e estabelecer uma ligação entre a Estação e o centro histórico. Esta aposta traduz igualmente uma vontade de inovar na forma de viver e celebrar a Noite Branca, experimentando novos formatos e envolvendo diferentes espaços da cidade, para que o evento continue a crescer e a renovar-se».   Programa   Sexta-feira, 4 de setembro 18h00 – DJ Pete 20h00 – DJ Mancha Sábado, 5 de setembro 18h00 – JOFF. & 9T2 20h00 – DJ Emídio Meireles   Informações práticas: 4 e 5 de setembro · Campo das Hortas · Braga · das 18h00 às 22h00 Curadoria: Emídio Meireles Organização: AEB × Beautiful Alphabet

Noite Branca 2026: estabelecimentos devem cumprir regras especiais de ocupação do espaço público

A Câmara Municipal de Braga definiu as regras aplicáveis ao funcionamento dos estabelecimentos e à ocupação do espaço público durante a Noite Branca, que decorre entre as 19h00 do dia 4 e as 23h30 do dia 6 de setembro. Tendo em conta a elevada afluência de público esperada, as medidas abrangem toda a área do evento e procuram assegurar a segurança, a circulação de pessoas e veículos de emergência e o normal funcionamento da programação cultural. Entre as principais regras aplicáveis aos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços situados no perímetro da Noite Branca destacam-se: alargamento do horário de funcionamento dos estabelecimentos e respetivas esplanadas até às 04h00 dos dias 5 e 6 de setembro; proibição de ampliar as esplanadas existentes ou de instalar novas esplanadas e outro mobiliário urbano durante o evento; obrigatoriedade de desmontar e remover integralmente as esplanadas do espaço público até às 18h00 dos dias 4 e 5 de setembro; recolha dos toldos e sanefas durante o período noturno; proibição da colocação de equipamentos de som e do licenciamento de ruído nas esplanadas, exceto nos estabelecimentos integrados nas “Festas em Branco”, previamente autorizadas pelo Município. Para o Diretor Geral da AEB, Rui Marques, “na Noite Branca, o comércio não é apenas espectador: faz parte do espetáculo”. As Festas em Branco, o concurso Montras em Branco, o alargamento dos horários e a possibilidade de transformar as esplanadas em balcões dão aos empresários condições para levarem a festa para dentro dos seus estabelecimentos e aproveitarem plenamente a enorme afluência de público. “Esta articulação entre a AEB e o Município de Braga permite que a cidade viva o evento de forma mais intensa e que a dinâmica gerada se traduza em mais movimento, mais consumo e mais oportunidades para o comércio e a restauração”, salienta.   Balcões de apoio sujeitos a regras específicas Os estabelecimentos que disponham de esplanada devidamente licenciada e com as respetivas taxas liquidadas podem substituir parte dessa área por balcões de apoio. Os balcões devem ser explorados pelo titular da licença de ocupação do espaço público, ficar junto à fachada do estabelecimento e ocupar, no máximo, 40% da área de esplanada autorizada. Não podem ultrapassar a largura da fachada nem, em regra, projetar-se mais de 1,5 metros perpendicularmente a partir desta. Deve ainda ser assegurada uma faixa mínima livre de 3,5 metros entre o balcão e qualquer obstáculo confrontante, de modo a garantir o acesso dos meios de socorro. Nos dias 4 e 5 de setembro, a partir das 18h00, apenas será permitida a ocupação do espaço público com estes balcões, não podendo permanecer no local mesas, cadeiras, guarda-sóis, expositores, floreiras ou outro mobiliário.   Decoração das montras e copos reutilizáveis A decoração dos estabelecimentos é permitida nas montras, podendo também ser utilizadas fitas e elementos decorativos aéreos, desde que não dificultem a circulação, não coloquem em risco os transeuntes e cumpram as restantes normas aplicáveis. O cumprimento das regras será fiscalizado pelas autoridades competentes, que poderão apreender cautelarmente o mobiliário instalado em desconformidade. O incumprimento poderá ainda dar origem à instauração de processo contraordenacional.   A AEB recomenda aos empresários abrangidos que consultem atentamente o Edital n.º 2026-0751, no qual consta também a identificação completa das ruas e praças integradas no perímetro do evento.

Plataforma europeia do Passaporte Digital do Produto já está operacional

A Comissão Europeia disponibilizou a plataforma de registo do Passaporte Digital do Produto, que permitirá às empresas começarem a preparar-se para as novas exigências europeias de rastreabilidade e informação sobre os produtos. O Passaporte Digital do Produto (PDP) é uma iniciativa destinada a reforçar a transparência ao longo da cadeia de valor, facilitar o acesso estruturado a informação sobre os produtos colocados no mercado europeu e apoiar modelos de produção e consumo mais sustentáveis e circulares. O novo sistema abrangerá progressivamente os produtos incluídos no Regulamento relativo à Conceção Ecológica de Produtos Sustentáveis, designadamente têxteis, aço, alumínio, pneus, mobiliário, equipamentos de tecnologias de informação e comunicação e produtos relacionados com a energia. Serão também abrangidos produtos sujeitos a legislação europeia específica, como determinadas baterias, produtos de construção, brinquedos e detergentes.   Empresas já podem iniciar o processo de registo Os operadores económicos que pretendam utilizar a plataforma devem criar uma conta EU Login e proceder ao registo e validação da empresa. Após esta validação, os Passaportes Digitais dos Produtos poderão ser submetidos individualmente ou em lote, existindo mecanismos para o envio sequencial de até 100 passaportes. A Comissão Europeia disponibilizou igualmente um guia dirigido aos operadores económicos e um ambiente de testes, através do qual as empresas podem conhecer antecipadamente as funcionalidades da plataforma e os procedimentos associados ao novo sistema. Embora a aplicação das obrigações seja faseada por categoria de produto, o primeiro prazo aproxima-se: o Passaporte Digital do Produto será obrigatório, a partir de 18 de fevereiro de 2027, para determinadas baterias, incluindo baterias de veículos elétricos, de meios de transporte ligeiros e baterias industriais. As exigências relativas a outros sectores, nomeadamente os têxteis, o alumínio, os pneus, o mobiliário e os produtos tecnológicos, serão introduzidas progressivamente através da respetiva regulamentação europeia. A AEB recomenda, por isso, que as empresas potencialmente abrangidas iniciem atempadamente a identificação dos produtos sujeitos ao novo regime, a organização da informação necessária e a adaptação dos seus sistemas de gestão de dados. Esta informação assume particular relevância para fabricantes, importadores e outros operadores que colocam produtos no mercado da União Europeia, bem como para fornecedores de soluções tecnológicas, reparadores, recicladores e entidades sectoriais. A plataforma, o ambiente de testes e a documentação de apoio podem ser consultados na página da Comissão Europeia dedicada ao Registo do Passaporte Digital do Produto.

AEB defende fundos europeus mais simples, descentralizados e acessíveis às PME

A Associação Empresarial de Braga / Câmara de Comércio e Indústria (AEB) defende que o futuro ciclo de fundos europeus deve preservar a política de coesão e reforçar a competitividade das PME, garantindo simultaneamente uma simplificação efetiva dos procedimentos, maior previsibilidade na abertura dos avisos e maior rapidez nos processos de decisão e pagamento. A experiência do Portugal 2030 demonstra que a complexidade administrativa, a instabilidade das orientações, os atrasos nos processos de decisão e reembolso e as exigências de tesouraria continuam a limitar o acesso aos fundos, sobretudo por parte das micro e pequenas empresas. A AEB considera, por isso, fundamental generalizar a utilização de custos simplificados, estabelecer calendários vinculativos para a abertura dos avisos, assegurar o cumprimento efetivo dos prazos de decisão e pagamento e reforçar os mecanismos de adiantamento e de financiamento da execução dos projetos.   Informação prestada uma única vez A simplificação deve também passar por uma verdadeira interoperabilidade entre as plataformas públicas e pela aplicação efetiva do princípio de que cada informação deve ser prestada uma única vez. Não pode continuar a ser exigido às empresas o envio de documentos, certidões ou dados que já se encontrem na posse da Administração Pública ou que possam ser obtidos diretamente junto de outros serviços do Estado. A recolha e a validação dessa informação devem ser efetuadas automaticamente entre as entidades públicas, não podendo continuar a ser transferido para as empresas o ónus de suprir a falta de comunicação entre sistemas e organismos da própria Administração. Para o presidente da AEB, Daniel Vilaça, “a simplificação administrativa não deve ser confundida com facilitismo na atribuição dos apoios. A AEB defende que os projetos continuem a ser avaliados com critérios rigorosos de mérito, impacto económico e criação de valor”. O que importa, acrescenta, é “eliminar os encargos burocráticos redundantes, a duplicação de procedimentos e os atrasos administrativos que consomem recursos às empresas sem acrescentar transparência, controlo ou qualidade à decisão pública”.   Incentivos acessíveis às micro e pequenas empresas A AEB defende a criação de instrumentos de pequena dimensão e acesso simplificado, dirigidos às micro e pequenas empresas dos diferentes setores de atividade, que apoiem investimentos em digitalização, inteligência artificial, cibersegurança, sustentabilidade, eficiência energética e modernização dos modelos de negócio. Importa, em particular, assegurar uma maior inclusão das empresas do comércio, dos serviços, da restauração e do turismo, setores que, apesar do seu peso na economia, no emprego e na vitalidade dos territórios, têm sido frequentemente marginalizados no acesso aos sistemas de incentivos. Os critérios de elegibilidade, as prioridades definidas e a própria dimensão mínima dos investimentos tendem a privilegiar outros setores de atividade e projetos de maior escala, afastando muitas micro e pequenas empresas dos apoios à inovação, à modernização e às transições digital e ambiental. O futuro ciclo deve garantir uma maior neutralidade setorial e prever instrumentos ajustados à dimensão, à capacidade de investimento e às necessidades específicas destas empresas.   Sistemas de incentivos de base local para a indústria No setor industrial, a AEB defende o reforço dos sistemas de incentivos de base local, com procedimentos simplificados e adequados à dimensão das micro e pequenas empresas. Estes instrumentos devem apoiar projetos de modernização, reforço da capacidade produtiva, internacionalização, investimento em inovação e qualificação dos recursos humanos, assegurando que os fundos europeus chegam também às empresas industriais de menor dimensão e contribuem para o aumento da sua produtividade e competitividade. Os sistemas de incentivos de base local devem permitir uma maior adaptação às características do tecido empresarial de cada território e envolver as entidades que conhecem diretamente as necessidades, os constrangimentos e o potencial das empresas nele instaladas.   Parques industriais de última geração O futuro ciclo de fundos europeus deve também apoiar a criação de parques industriais de última geração e a renovação das áreas de acolhimento empresarial existentes, dotando-as de melhores infraestruturas, acessibilidades, conectividade digital, eficiência energética, soluções de mobilidade, segurança e serviços partilhados. A qualificação destes espaços é determinante para atrair novos investimentos, apoiar o crescimento das empresas instaladas e reforçar a competitividade dos territórios. A AEB considera igualmente necessário apoiar a criação de estruturas profissionais de gestão dos parques industriais e das áreas de acolhimento empresarial. Estas estruturas devem assegurar a gestão integrada dos espaços, a manutenção e qualificação das infraestruturas, a disponibilização de serviços comuns, a promoção dos parques e o acompanhamento das empresas instaladas, em articulação com os municípios, as associações empresariais e os restantes agentes económicos locais.   Uma nova geração de urbanismo comercial A AEB defende também uma nova geração de políticas de urbanismo comercial, capaz de articular a modernização das empresas com a requalificação e adaptação dos centros urbanos. Esta abordagem deverá permitir, por um lado, ajustar estes espaços aos novos modos de vida, às alterações nos hábitos de consumo e aos novos condicionamentos ambientais e climáticos e, por outro, contrariar a perda de atratividade, de atividade económica e de frequência dos centros das cidades. Para esse efeito, devem ser apoiadas estratégias integradas de revitalização económica e comercial que combinem a qualificação do espaço público, a mobilidade e a acessibilidade, o conforto climático, a eficiência energética, a digitalização, a ocupação de espaços devolutos, a diversificação da oferta comercial e de serviços e a promoção conjunta dos territórios. Estas intervenções devem envolver os municípios, as associações empresariais e os agentes económicos locais, reconhecendo os centros urbanos como ecossistemas económicos cuja competitividade depende tanto da modernização das empresas como da qualidade, funcionalidade e atratividade do espaço em que estas se inserem.   Reforçar o papel das associações empresariais Deve ainda ser reforçado o papel das associações empresariais enquanto estruturas de proximidade e parceiras na execução das políticas públicas. Os projetos conjuntos e as ações coletivas permitem chegar a empresas que dificilmente acederiam isoladamente aos fundos, pelo que devem beneficiar de maior estabilidade, flexibilidade operacional e adequação das regras às intervenções que envolvem um elevado número de PME. No futuro modelo de programação 2028–2034, importa igualmente assegurar que a maior integração e flexibilidade dos instrumentos europeus não conduza a uma […]

“Montras em Branco” desafia comércio de Braga a dar mais vida à Noite Branca

A Associação Empresarial de Braga (AEB) e o Município de Braga lançam o concurso “Montras em Branco”, uma iniciativa que pretende envolver o comércio local na próxima edição da Noite Branca, convidando os estabelecimentos comerciais e de serviços a criar propostas que contribuam para a animação das ruas da cidade. Através deste desafio, as montras assumem um novo protagonismo, passando a integrar a própria experiência da Noite Branca. O branco é o mote para propostas que podem explorar diferentes linguagens e soluções, desde iluminação, instalações e elementos gráficos a objetos, materiais, design, elementos artísticos ou soluções digitais e interativas. Mais do que assinalar o evento, o concurso pretende valorizar as montras enquanto elementos de animação e qualificação do espaço urbano, promovendo a participação do comércio local num dos momentos de maior dimensão da programação de Braga. Para o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, esta é também uma oportunidade para reforçar a ligação entre o comércio e a dinâmica da cidade. “A Noite Branca deve ser vivida também nas montras e nos estabelecimentos da cidade. Com este concurso, queremos desafiar os empresários a fazerem parte da programação, dando expressão à sua criatividade e ajudando a transformar as ruas numa experiência ainda mais envolvente. É precisamente deste encontro entre o comércio, a cultura e a criatividade que nascem cidades mais vivas. E o concurso ‘Montras em Branco’ dá expressão a esta aliança virtuosa, transformando cada montra num palco da Noite Branca e cada estabelecimento num protagonista da cidade”, afirma.   Candidaturas abertas até 28 de agosto Podem candidatar-se os estabelecimentos comerciais e de serviços legalmente constituídos e em funcionamento no concelho de Braga, desde que estejam localizados no perímetro definido para o evento. Cada participante poderá apresentar uma única montra ou instalação. As candidaturas decorrem até 28 de agosto, através do Balcão Único Online, onde deverá ser preenchido o formulário de participação com a identificação do estabelecimento e da entidade titular, NIF ou NIPC, morada, contactos do responsável pela candidatura, uma breve descrição do conceito da montra e a aceitação das normas de participação. O regulamento do concurso está disponível para consulta no website oficial da Noite Branca.   Montras em exposição durante a Noite Branca As propostas deverão estar concluídas até 2 de setembro e ficarão em exposição entre 4 e 6 de setembro. Durante este período, um júri composto por três elementos avaliará as propostas, sem aviso prévio, de acordo com os critérios definidos no regulamento. Paralelamente, o público poderá também participar na escolha da montra vencedora do Prémio do Público, através de uma votação online. O concurso prevê um total de 2.000 euros em prémios: 1.000 euros para o primeiro classificado, 500 euros para o segundo e 250 euros para o terceiro. O Prémio do Público terá igualmente o valor de 250 euros. Todos os participantes receberão um certificado de participação.   O “Montras em Branco” pretende, assim, aproximar comércio, criatividade e espaço público, fazendo das montras uma extensão da própria Noite Branca e reforçando a participação dos estabelecimentos locais num dos momentos de maior dimensão da programação de Braga.   Candidaturas até 28 de agosto: braga.balcaoeletronico.pt Regulamento AQUI

Estudo AEB revela que São João de Braga gerou um impacto económico estimado de 18,3 milhões de euros

As Festas de São João de Braga geraram, em 2026, um impacto económico incremental estimado de 18,3 milhões de euros, face à atividade económica registada numa semana média do ano. Os dados resultam de um estudo apresentado esta terça-feira, 18 de agosto, pela Associação Empresarial de Braga (AEB), que analisou as transações eletrónicas realizadas durante o período das Festas. No total, foram registados 54,6 milhões de euros em volume económico ao longo dos oito dias analisados, entre 17 e 24 de junho, através de cerca de 1,5 milhões de pagamentos eletrónicos. Face à semana média de 2026, os pagamentos eletrónicos aumentaram 16,7%. A análise revela ainda uma evolução positiva face a 2025: a atividade económica associada ao período das Festas cresceu 9,9%, enquanto o número de pagamentos eletrónicos aumentou 16,5%. Quatro em cada dez euros vieram de fora de Braga Um dos principais indicadores do estudo prende-se com a capacidade de atração das Festas de São João. 40,5% dos pagamentos eletrónicos registados tiveram origem fora do concelho de Braga, demonstrando o peso dos visitantes nacionais e estrangeiros na dinâmica económica gerada pelo evento. Do volume total registado, 32,5 milhões de euros tiveram origem em cartões associados a residentes em Braga, enquanto 19 milhões de euros foram provenientes do resto do país e 3,2 milhões de euros de cartões estrangeiros. O consumo de origem nacional cresceu 13,9% face a 2025, enquanto o consumo associado a cartões estrangeiros registou um crescimento ainda mais expressivo, de 20%. Entre os mercados internacionais, a França liderou em volume de consumo, enquanto os Estados Unidos e o Brasil se destacaram entre os mercados com maiores crescimentos face ao ano anterior. Para Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, os resultados confirmam a dimensão económica que as Festas de São João assumem para Braga. “Os números demonstram de forma muito clara que o São João é muito mais do que uma celebração cultural e popular. É também um importante motor de atividade económica, com capacidade para mobilizar consumidores, visitantes e turistas e gerar impacto direto em diferentes setores da economia local.” Segundo Daniela Pereira, Presidente do São João de Braga, os resultados evidenciam também a capacidade das Festas para afirmar Braga enquanto destino de atração e vivência, reforçando a importância de continuar a potenciar esta dimensão. “O São João é uma festa profundamente enraizada na identidade de Braga, mas é também uma celebração com uma enorme capacidade de atração. Estes resultados mostram que conseguimos trazer pessoas de diferentes pontos do país e do estrangeiro para viver a cidade, participar nas nossas tradições e contribuir para a dinâmica económica local. É um resultado que nos deixa muito satisfeitos e que reforça a importância de continuar a valorizar e projetar o São João de Braga.” Restauração foi um dos setores mais beneficiados A restauração destacou-se entre os setores analisados, registando 6,47 milhões de euros em pagamentos eletrónicos durante o período estudado, mais 3,9% do que em 2025. A intensidade diária da atividade no setor aumentou 34,1% face à média, com particular destaque para os dias 20 e 23 de junho, que, em conjunto, geraram 2,7 milhões de euros em pagamentos na restauração. A noite de 23 de junho, a Noitada de São João, foi o dia de maior movimento no setor, com 1,49 milhões de euros em pagamentos, seguida pelo sábado anterior, com 1,24 milhões de euros. Também na restauração se verifica uma forte capacidade de atração de consumidores de fora do concelho: cerca de metade do valor faturado teve origem em visitantes. Os cartões estrangeiros apresentaram ainda o ticket médio mais elevado, de 22,36 euros, face aos 20,70 euros dos consumidores de Braga e aos 18,30 euros dos visitantes nacionais. “É particularmente relevante perceber que o impacto não se distribui apenas pelo centro da cidade ou por um único setor. A restauração evidencia claramente esta capacidade de atração, mas os dados mostram também efeitos muito significativos noutras atividades, como a distribuição alimentar, a moda, os bens de consumo e o alojamento”, salienta Rui Marques. São João afirma-se como evento de escala, impacto e atração Os resultados do estudo permitem caracterizar as Festas de São João de Braga através de três dimensões fundamentais: escala, impacto e atração. A escala traduz-se nos 54,6 milhões de euros de atividade económica registada nos oito dias analisados. O impacto corresponde aos 18,3 milhões de euros de acréscimo estimado face a uma semana média de 2026. Já a atração é evidenciada pelos 40,5% de pagamentos eletrónicos com origem fora do concelho. Para a AEB, estes indicadores reforçam a importância de consolidar o São João enquanto ativo económico e turístico da cidade, potenciando a sua capacidade de atrair visitantes e prolongar a permanência e o consumo. “O estudo dá-nos uma base objetiva para pensar o futuro das Festas. Temos uma celebração com uma enorme capacidade de mobilização e com um impacto económico muito significativo. O desafio passa agora por transformar essa capacidade de atração em mais valor para a cidade, envolvendo de forma cada vez mais articulada a restauração, o comércio, o alojamento e os restantes agentes económicos”, afirma o Diretor-Geral da AEB. Da evidência à ação A análise aponta quatro linhas de atuação para potenciar o impacto económico das Festas de São João: consolidar o São João como produto turístico; prolongar a permanência e o consumo dos visitantes; mobilizar os setores da restauração, comércio e alojamento; e promover os mercados que apresentam maior crescimento. O estudo teve por base a análise de dados reais de pagamentos eletrónicos da rede SIBS, comparados com a média semanal das semanas anteriores de 2026, permitindo identificar o acréscimo de atividade associado ao período das Festas. Para a AEB, a utilização de dados reais permite uma leitura mais consistente da evolução do consumo e constitui uma ferramenta importante para apoiar decisões futuras e reforçar o posicionamento do São João enquanto uma das principais iniciativas de atração e dinamização económica de Braga. Consulte AQUI a apresentação do estudo AEB. 

AEB defende transparência salarial sem mais burocracia para as empresas

No âmbito da discussão sobre a transposição para a legislação nacional da Diretiva Europeia relativa à transparência remuneratória e ao princípio da igualdade de remuneração entre homens e mulheres, a AEB apresentou à Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) um conjunto de contributos e preocupações sobre o projeto de lei em apreciação. Reconhecendo a importância de assegurar a efetiva aplicação do princípio de remuneração igual por trabalho igual ou de valor igual, a Associação considera, contudo, que as novas regras devem ser aplicadas de forma proporcional, simples e ajustada à realidade das empresas, em particular das micro, pequenas e médias empresas. Entre as principais preocupações manifestadas está o aumento da carga burocrática decorrente das novas obrigações de informação, reporte, documentação e avaliação das políticas remuneratórias. Para a AEB, num contexto em que as empresas já estão sujeitas a numerosas obrigações declarativas perante diferentes entidades públicas, deve evitar-se que a transposição da Diretiva origine novos reportes sempre que a informação necessária já esteja na posse da Administração Pública. A Associação defende, por isso, que deve prevalecer o princípio de que a Administração não deve voltar a solicitar às empresas informação de que já dispõe, recorrendo à interoperabilidade entre sistemas e aos dados já comunicados através do Relatório Único, Segurança Social, Administração Tributária e outras fontes administrativas.   Diferença salarial não significa necessariamente discriminação Outro dos aspetos destacados pela AEB diz respeito à forma como serão avaliadas as diferenças remuneratórias existentes dentro das empresas. As remunerações são frequentemente determinadas em momentos e condições de mercado diferentes. A escassez de determinadas competências, a experiência profissional, a urgência de uma contratação ou a própria negociação entre empresa e candidato podem influenciar a remuneração acordada no momento da admissão. Assim, dois trabalhadores que atualmente desempenhem funções iguais ou de valor equivalente podem apresentar remunerações diferentes em resultado das circunstâncias existentes nos respetivos momentos de contratação, sem que essa diferença resulte de qualquer prática discriminatória. A AEB chama igualmente a atenção para a dificuldade de corrigir de forma imediata diferenças remuneratórias acumuladas ao longo do tempo. As empresas tendem a realizar processos de valorização salarial que abrangem o conjunto dos trabalhadores, ainda que com intensidades diferentes, pelo que a convergência entre remunerações historicamente distintas pode exigir vários ciclos de atualização salarial. Uma correção imediata pode, em determinadas circunstâncias, criar novas distorções na estrutura salarial, afetar equilíbrios internos ou representar encargos dificilmente comportáveis para as empresas. Por esse motivo, a AEB defende que uma diferença remuneratória estatisticamente identificada não deve constituir, por si só, evidência de discriminação. A sua avaliação deverá considerar fatores objetivos como antiguidade, experiência, qualificações, desempenho, responsabilidade, componentes variáveis associadas a resultados e as próprias condições do mercado de trabalho existentes no momento da contratação. Nos casos em que as diferenças sejam objetivamente justificadas e não resultem de discriminação, a Associação propõe ainda que seja admitida a possibilidade de estabelecer planos graduais e razoáveis de convergência remuneratória, evitando que a necessidade de uma correção imediata possa gerar novos desequilíbrios na estrutura salarial das empresas.   Regras simplificadas para as pequenas empresas A AEB manifesta também preocupação com a aplicação das novas exigências às empresas de menor dimensão, muitas das quais não dispõem de departamentos de recursos humanos ou de estruturas administrativas especializadas. Nesse sentido, defende um regime de cumprimento simplificado para micro e pequenas empresas e a disponibilização de modelos normalizados e ferramentas digitais gratuitas que facilitem o cumprimento das novas obrigações. A Associação alerta ainda para questões de confidencialidade. Em empresas ou grupos profissionais com poucos trabalhadores, a divulgação de níveis médios de remuneração desagregados por sexo poderá permitir identificar indiretamente a remuneração de outro trabalhador. A AEB propõe, por isso, a definição de regras específicas de anonimização e de um número mínimo de trabalhadores para a divulgação deste tipo de informação agregada, procurando assegurar um equilíbrio adequado entre transparência remuneratória e proteção da informação individual.   AEB defende período de adaptação Face à dimensão das alterações previstas, a AEB considera igualmente necessário estabelecer um período adequado de adaptação, durante o qual deverá prevalecer uma abordagem pedagógica e de apoio às empresas. Esse período deverá ser acompanhado pela disponibilização atempada de guias de aplicação, modelos de políticas remuneratórias, metodologias de avaliação de funções e ferramentas de comparação salarial, permitindo às empresas adaptar os seus procedimentos de forma informada e juridicamente segura.   Para a AEB, o objetivo da igualdade remuneratória deve ser inequivocamente prosseguido, mas a sua concretização não pode resultar num aumento desproporcionado da burocracia, dos custos de contexto e da insegurança jurídica para as empresas. “A transparência não deve ser confundida com multiplicação de reportes, nem uma diferença remuneratória deve ser automaticamente confundida com discriminação”, sintetiza a posição remetida pela AEB à CCP.

AEB prepara novo projeto para reforçar a liderança feminina nas empresas

A AEB está a preparar a candidatura do ‘AEB Mulheres que Lideram’, um novo projeto destinado a promover o desenvolvimento e a progressão profissional de mulheres com potencial de liderança, reforçando a sua preparação para o exercício de funções de direção e gestão nas empresas. A iniciativa será submetida ao PESSOAS 2030, no âmbito do programa de reforço da capacidade de liderança das mulheres no mercado de trabalho, e pretende criar um percurso integrado de desenvolvimento de competências, mentoria, coaching e networking dirigido a mulheres que desempenham ou apresentam potencial para assumir funções de maior responsabilidade nas organizações. Com este novo projeto, a AEB pretende contribuir para uma maior presença de mulheres em posições de liderança empresarial, atuando não apenas ao nível das competências individuais, mas também na sensibilização das empresas para a importância da diversidade, da igualdade de oportunidades e da valorização do talento feminino.   Capacitação, mentoria e coaching para desenvolver novas lideranças O ‘AEB Mulheres que Lideram’ será estruturado como um programa integrado de desenvolvimento de liderança, combinando diferentes instrumentos destinados a apoiar a evolução profissional das participantes. Entre as ações previstas estarão programas de capacitação em competências de liderança, acompanhamento individual através de coaching executivo, processos de mentoria cruzada – cross mentoring e momentos de networking e partilha de experiências com mulheres e líderes empresariais de referência. A abordagem pretende ir além da formação convencional, proporcionando às participantes um percurso de desenvolvimento personalizado, orientado para desafios concretos de liderança, progressão profissional, gestão de carreira e exercício de funções de responsabilidade. O networking assumirá igualmente uma dimensão relevante, criando espaços de contacto, partilha e construção de relações profissionais que permitam aumentar a visibilidade das participantes e reforçar a sua integração em redes empresariais.   Valorizar o talento e criar oportunidades de liderança Para o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, o novo projeto traduz a vontade da Associação de contribuir de forma concreta para a valorização do talento feminino no tecido empresarial. “Temos hoje mulheres altamente qualificadas e com enorme capacidade nas nossas empresas, mas essa realidade ainda nem sempre se traduz numa presença proporcional nos níveis mais elevados de decisão. Queremos contribuir para reduzir essa distância, criando condições para que mais mulheres possam desenvolver o seu potencial, assumir responsabilidades e chegar a posições de liderança.” O projeto pretende, por isso, conjugar o desenvolvimento individual das participantes com uma maior sensibilização das próprias organizações para a importância de criarem condições de progressão profissional assentes no mérito e na igualdade de oportunidades. “O objetivo não é promover mulheres simplesmente por serem mulheres. É garantir que o talento não encontra barreiras desnecessárias no acesso às oportunidades. Queremos ajudar mulheres com potencial a desenvolver competências, ganhar confiança e visibilidade e construir redes que possam ser importantes no seu percurso profissional.” Para Rui Marques, esta dimensão deve também ser encarada numa perspetiva de competitividade empresarial. “Empresas capazes de identificar, desenvolver e aproveitar todo o talento disponível estão necessariamente mais bem preparadas para competir. Promover uma maior participação das mulheres na liderança não é apenas uma questão de igualdade; é também uma questão de qualidade da gestão, diversidade de perspetivas e capacidade das organizações para tomar melhores decisões.”   AEB está a receber manifestações de interesse das empresas A candidatura encontra-se atualmente em fase de preparação, estando a AEB a auscultar o tecido empresarial para dimensionar o número de participantes e estruturar o programa de forma ajustada às necessidades efetivas das empresas e das mulheres a abranger. Nesse sentido, a AEB está a receber manifestações de interesse de empresas que pretendam integrar o projeto e indicar mulheres dos seus quadros com perfil ou potencial de liderança para participação no programa. Esta manifestação de interesse assume particular importância nesta fase, permitindo à AEB avaliar a procura existente, identificar os perfis e necessidades das potenciais participantes e definir a dimensão e os conteúdos do programa antes da submissão da candidatura. “Queremos construir este projeto com as empresas e a partir das suas necessidades. Por isso, é muito importante que as empresas interessadas nos façam chegar desde já a sua manifestação de interesse e identifiquem potenciais participantes. Quanto melhor conhecermos a procura e os desafios concretos que estas mulheres enfrentam no seu percurso profissional, melhor conseguiremos desenhar um programa com verdadeiro impacto.” A participação nesta fase permitirá, assim, às empresas sinalizar o seu interesse no projeto e contribuir para a sua estruturação, ajudando a AEB a construir uma candidatura ajustada à realidade e às necessidades do tecido empresarial. As empresas interessadas em participar no ‘AEB Mulheres que Lideram’ deverão contactar a AEB e manifestar o seu interesse na integração do projeto.

AEB reforça aposta na internacionalização das empresas com novo projeto Portugal Home Export

A AEB, em parceria com a NERLEI, viu aprovado o Portugal Home Export, um novo projeto de apoio à internacionalização das PME da cadeia de valor da Construção & Habitat, que representa um investimento global superior a um milhão de euros, com um incentivo aprovado de 876 mil euros. Com intervenção nas regiões Norte e Centro, este projeto pretende reforçar a capacidade exportadora das empresas e melhorar o posicionamento internacional da oferta portuguesa, combinando inteligência de mercados, capacitação empresarial, ferramentas de apoio à internacionalização e ações concretas de promoção e acesso a mercados externos. A iniciativa dirige-se a uma cadeia de valor particularmente relevante para a economia portuguesa, abrangendo desde a construção, materiais e soluções construtivas até ao mobiliário, têxteis-lar, cerâmica, iluminação, artigos sanitários e outras soluções associadas à casa e ao habitat. A dimensão económica desta fileira é expressiva. A cadeia de valor da Construção & Habitat integra, a nível nacional, mais de 110 mil empresas e cerca de 489 mil trabalhadores, gerando um volume de negócios superior a 45 mil milhões de euros. As regiões Norte e Centro concentram mais de metade das empresas, emprego, volume de negócios, valor acrescentado e investimento associados a esta cadeia de valor.   Do conhecimento à presença efetiva nos mercados O Portugal Home Export foi concebido para apoiar as empresas em diferentes fases do processo de internacionalização, combinando conhecimento dos mercados, capacitação empresarial e promoção internacional, com o objetivo de facilitar o acesso das PME a novas oportunidades de negócio. O projeto prevê a criação de um Radar de Oportunidades de Internacionalização e de guias práticos dedicados a sete mercados prioritários — Alemanha, França, Países Baixos, Reino Unido, Dinamarca, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita —, complementados por ações de capacitação que permitirão às empresas preparar de forma mais informada e estruturada a sua abordagem aos mercados externos. A esta componente junta-se uma forte aposta na promoção internacional da oferta portuguesa, através da presença nas edições de 2027 e 2028 da Feira Ambiente, em Frankfurt, da realização de showcases em França e no Dubai e do desenvolvimento do Simulador Interativo Portugal Home, que permitirá apresentar de forma inovadora e integrada as capacidades da indústria portuguesa. Em 2028, Braga e Leiria receberão o Portugal Home Show & Summit, um evento internacional que pretende trazer às duas regiões compradores, investidores, prescritores e outros agentes internacionais, promovendo o contacto direto com as empresas e com a capacidade produtiva instalada nos territórios. O evento será complementado por cinco missões inversas com delegações de mercados externos prioritários. No conjunto, o Portugal Home Export prevê 10 ações de disseminação, 300 participantes diretos e um impacto estimado em mais de 500 PME, afirmando-se como uma intervenção integrada para reforçar a capacidade exportadora e a projeção internacional das empresas das regiões Norte e Centro.   Internacionalização no centro da estratégia da AEB Para o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, a aprovação do Portugal Home Export representa “um novo passo na estratégia da AEB de colocar a internacionalização e a abertura das empresas aos mercados globais no centro da agenda de competitividade da região”. “O distrito de Braga possui uma forte concentração de empresas, conhecimento industrial, capacidade produtiva e saber-fazer em setores ligados à construção e ao habitat. O desafio é transformar cada vez mais essa capacidade em valor acrescentado, marcas, exportações e presença internacional. É precisamente aí que queremos que a AEB faça a diferença: ajudando as nossas empresas a chegar mais preparadas, mais qualificadas e com maior capacidade para competir nos mercados internacionais.” – Rui Marques, Diretor-Geral da AEB Rui Marques destaca igualmente a abordagem diferenciadora do projeto: “Não queremos limitar-nos a levar produtos a feiras. O Portugal Home Export foi desenhado para construir um verdadeiro percurso de internacionalização: começamos pela inteligência económica e pelo conhecimento dos mercados, capacitamos as empresas, promovemos a oferta portuguesa no exterior e trazemos compradores e decisores internacionais ao nosso território. Queremos transformar contactos em oportunidades e oportunidades em negócio.” O projeto reforça, assim, o posicionamento da AEB na promoção da internacionalização, conjugando a proximidade ao tecido empresarial com uma crescente capacidade para desenvolver e liderar iniciativas de âmbito inter-regional e internacional. “Com esta nova operação, a AEB reforça uma das suas prioridades estratégicas: apoiar as empresas na conquista de novos mercados, promover internacionalmente a capacidade empresarial e industrial da região e contribuir para uma economia mais exportadora, competitiva e integrada nas cadeias de valor globais”. 

AEB integra novo projeto para reforçar a competitividade das empresas do Cávado

A AEB integra o UP Cávado Qualificação, um novo projeto de âmbito intermunicipal destinado a reforçar a competitividade, produtividade e capacidade de transformação das PME da região, que representa um investimento global de 646 mil euros, com um incentivo atribuído de 549 mil euros. A operação é promovida pela Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado), em parceria com a AEB, a Associação Comercial, Industrial e Serviços de Barcelos e do Vale do Cávado (ACIB), a Associação Empresarial do Vale do Homem (AEVH) e a Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende (ACICE), no âmbito do Programa Regional NORTE 2030. Com intervenção nos seis municípios que integram a NUTS III Cávado — Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras de Bouro e Vila Verde —, o projeto dirige-se particularmente às PME inseridas nos domínios prioritários da estratégia de especialização inteligente da Região Norte: Criatividade, Moda e Habitats; Industrialização e Sistemas Avançados de Fabrico; e Mobilidade Sustentável e Transição Energética. O UP Cávado Qualificação pretende responder aos principais desafios de transformação que se colocam atualmente às empresas, promovendo a incorporação de novas tecnologias e práticas empresariais, a transição digital e sustentável, a valorização das pessoas e a preparação das PME para competir em mercados cada vez mais exigentes.   Conhecimento, capacitação e boas práticas ao serviço das empresas O projeto parte de uma abordagem assente no conhecimento aprofundado da realidade empresarial da região. Uma das primeiras iniciativas será o desenvolvimento do Estudo CEIC – Competitividade Empresarial Inteligente no Cávado, destinado a produzir conhecimento estratégico sobre o tecido empresarial e a identificar necessidades, níveis de maturidade e boas práticas nos diferentes domínios de intervenção. A partir deste conhecimento serão desenvolvidas ações dirigidas às empresas em quatro grandes áreas: ‘Cávado + Inovador e Digital’, ‘Cávado + Sustentável’, ‘Cávado + Feliz e Produtivo’ e ‘Cávado + Internacional’. Ao longo do projeto serão identificadas e divulgadas boas práticas empresariais, realizados ciclos de capacitação nos diferentes municípios e desenvolvidos instrumentos destinados a apoiar as PME na adoção de novas soluções, competências e práticas de gestão. A vertente de internacionalização procurará, em particular, qualificar as empresas para uma abordagem mais estratégica aos mercados externos, através da partilha de casos de sucesso da região e da capacitação em matérias como análise de mercados, adaptação de produto, marketing internacional e canais de distribuição. O projeto integra ainda uma componente de reconhecimento e inspiração para a competitividade, que permitirá identificar e valorizar empresas de referência do Cávado através de rankings temáticos, contribuindo para dar visibilidade às boas práticas existentes na região e estimular a sua disseminação pelo restante tecido empresarial.   Uma estratégia construída à escala do território Para o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques, o UP Cávado Qualificação representa “uma oportunidade para construir uma verdadeira agenda partilhada de competitividade empresarial à escala da região”. “O Cávado é um território fortemente industrializado, exportador e empreendedor, mas a competitividade das nossas empresas dependerá cada vez mais da sua capacidade para inovar, incorporar tecnologia, responder aos desafios da sustentabilidade, atrair e valorizar talento e competir nos mercados internacionais. O UP Cávado permite-nos trabalhar estas dimensões de forma integrada e, sobretudo, muito próxima das empresas.” Rui Marques destaca igualmente a importância do modelo de cooperação adotado: “Um dos principais méritos deste projeto é a sua dimensão territorial. A CIM Cávado e as associações empresariais juntam capacidades, conhecimento e proximidade para desenvolver uma intervenção comum nos seis municípios. Num território económico cada vez mais integrado, faz sentido que sejamos também capazes de construir respostas à escala regional.” A AEB terá um papel ativo na implementação do projeto e na mobilização do tecido empresarial, colocando ao serviço da operação a sua experiência e proximidade às empresas, bem como o trabalho que tem vindo a desenvolver nas áreas da qualificação, inovação, internacionalização e competitividade. “Queremos que este seja um projeto com resultados concretos nas empresas. Mais do que produzir estudos ou realizar ações, o objetivo é gerar conhecimento útil, disseminar boas práticas e criar condições para que mais PME incorporem inovação, aumentem a sua produtividade e estejam melhor preparadas para os desafios dos próximos anos.” – Rui Marques, Diretor-Geral da AEB Com o UP Cávado Qualificação, a AEB reforça a sua aposta numa abordagem colaborativa ao desenvolvimento económico regional, contribuindo para aproximar empresas, associações empresariais e entidades públicas em torno de uma ambição comum: tornar o Cávado um território empresarial mais inovador, sustentável, produtivo e competitivo.