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SustainablePackPT ruma aos Estados Unidos para abrir novas oportunidades de negócio à indústria portuguesa da embalagem

Missão internacional decorre de 17 a 21 de outubro, em Chicago, e inclui reuniões com entidades empresariais norte-americanas e visitas a empresas expositoras da PACK EXPO International 2026, que reúne mais de 2.700 expositores. O SustainablePackPT, projeto promovido pela NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria, em parceria com a AEB CCI – Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria, prepara uma nova missão internacional, desta vez aos Estados Unidos da América. Entre os dias 17 e 21 de outubro de 2026, Chicago será o destino de uma iniciativa que pretende reforçar a presença da indústria portuguesa da embalagem no mercado norte-americano, promover a inovação e a sustentabilidade e identificar novas oportunidades de negócio e cooperação internacional. Um dos principais momentos da missão será a visita profissional à PACK EXPO International 2026, que decorre de 18 a 21 de outubro, no McCormick Place, em Chicago. Considerada uma das maiores feiras internacionais dedicadas às indústrias da embalagem e do processamento, a edição deste ano prevê reunir mais de 2.700 expositores, constituindo uma importante montra de inovação, tecnologia e soluções sustentáveis. A visita permitirá à comitiva do SustainablePackPT acompanhar as principais tendências internacionais do setor, conhecer novas tecnologias e equipamentos e realizar reuniões com empresas presentes enquanto expositoras, com o objetivo de identificar oportunidades de cooperação, estabelecer contactos estratégicos e explorar potenciais parcerias comerciais. A agenda da missão vai, contudo, muito além da visita à feira. No dia 18 de outubro, a comitiva participará no evento de networking internacional “ITALY meets USA”, promovido pela UCIMA – Unione Costruttori Italiani Macchine Automatiche per il Confezionamento e l’Imballaggio, organização representativa da indústria italiana de máquinas para embalagem. Este encontro proporcionará uma oportunidade de aproximação aos mercados italiano e norte-americano, favorecendo a partilha de conhecimento e o estabelecimento de novos contactos empresariais. No dia 19 de outubro, terá lugar uma reunião com a Delegação da AICEP em Chicago, centrada na análise das oportunidades de internacionalização das empresas portuguesas, nas especificidades do mercado norte-americano e na identificação de potenciais parceiros comerciais. No mesmo dia, está também previsto um encontro com a World Business Chicago, entidade dedicada à promoção do desenvolvimento económico e à atração de investimento para a região. A agenda prossegue a 20 de outubro, com reuniões com a Illinois Economic Development Corporation e a Chicago Southland Chamber of Commerce, organizações ligadas ao desenvolvimento económico, à dinamização empresarial e à promoção de relações comerciais. Estes encontros pretendem aprofundar o conhecimento sobre o tecido empresarial local, explorar possibilidades de cooperação e criar novas oportunidades de ligação entre a indústria portuguesa da embalagem e o mercado dos Estados Unidos. A aposta no mercado norte-americano integra uma estratégia mais abrangente de internacionalização do SustainablePackPT, que procura reforçar a notoriedade e a competitividade do setor português das embalagens, promovendo o acesso a novos mercados e valorizando a capacidade de inovação das empresas nacionais. Para Rui Marques, Diretor-geral da AEB CCI, esta missão representa uma oportunidade estratégica para a afirmação internacional do setor: “Portugal tem empresas com conhecimento, capacidade de inovação e soluções competitivas para responder aos desafios de uma indústria cada vez mais exigente. Estar presente num mercado como o norte-americano é abrir portas a novas oportunidades, estabelecer relações de confiança e mostrar que a indústria portuguesa da embalagem tem capacidade para competir à escala global. Queremos transformar estes contactos em oportunidades concretas de colaboração e negócio para as nossas empresas.” Através desta missão, o SustainablePackPT pretende contribuir para a afirmação de Portugal como um parceiro de referência no desenvolvimento de soluções de embalagem mais sustentáveis, inovadoras e adaptadas às exigências dos mercados internacionais. Sobre o SustainablePackPT O SustainablePackPT é um projeto promovido pela Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria (AEB CCI) e a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), orientado para o reforço da competitividade e internacionalização da fileira portuguesa das embalagens, promovendo a inovação, a sustentabilidade e a cooperação entre empresas e restantes agentes do ecossistema. O projeto pretende contribuir para a valorização internacional das competências e soluções desenvolvidas em Portugal e para o posicionamento da indústria nacional nas cadeias de valor associadas ao packaging sustentável. O SustainablePackPT é cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

OE2027: AEB acompanha preocupações da CCP e defende maior atenção às PME

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) considera que a proposta de Orçamento do Estado para 2027 é de continuidade e insuficiente na resposta às necessidades das empresas. O presidente da AEB, Daniel Vilaça, acompanha estas preocupações e defende maior atenção à capacidade de investimento e crescimento das micro, pequenas e médias empresas. Embora reconheça o equilíbrio das contas públicas e o contributo da redução do IRS para o rendimento das famílias, a CCP aponta a manutenção da carga fiscal e contributiva, a pressão sobre os custos do trabalho e a ausência de avanços na simplificação administrativa. Para Daniel Vilaça, a discussão do Orçamento deve também atender à realidade das PME e à sua capacidade de transformar os apoios e incentivos disponíveis em investimento concreto. “Uma pequena empresa nem sempre tem uma equipa dedicada a preparar candidaturas, acompanhar incentivos ou interpretar alterações fiscais. Precisamos de medidas que cheguem efetivamente a quem está no terreno e que possam ser utilizadas por uma loja, um restaurante ou uma empresa de serviços com a mesma clareza com que são apresentadas”, afirma o presidente da AEB. Na análise divulgada pela CCP, são identificadas como positivas a manutenção do incentivo à valorização salarial e do regime fiscal dos prémios de produtividade, desempenho e participação nos lucros. Contudo, a Confederação lamenta a ausência de redução das tributações autónomas e o não alargamento da aplicação da taxa reduzida de IRC aos primeiros 100 mil euros de matéria coletável. Daniel Vilaça sublinha que a valorização das pessoas deve ser acompanhada por um reforço da capacidade de gestão e de modernização das empresas, permitindo sustentar melhores remunerações através da criação de maior valor. “Queremos empresas capazes de pagar melhores salários e de oferecer perspetivas de evolução às suas pessoas. Para isso, é essencial investir na qualificação, profissionalizar a gestão e incorporar tecnologia. O Orçamento deve ajudar a tornar esse percurso possível também nas empresas mais pequenas”, defende. Outra preocupação destacada pela CCP prende-se com a perda de dinamismo do investimento após o fim do Plano de Recuperação e Resiliência. A Confederação defende um plano de investimento público para além do PRR, bem como o cumprimento dos prazos de pagamento do Estado. Na perspetiva do presidente da AEB, importa também avaliar de que forma as opções orçamentais contribuem para a vitalidade económica dos diferentes territórios e para a renovação do tecido empresarial. “A vitalidade dos nossos centros urbanos depende de empresas que invistam, renovem a sua oferta e consigam atrair novas gerações de empresários e consumidores. Em Braga, como noutros territórios, apoiar essa transformação é também preservar emprego, identidade e capacidade de atração”, acrescenta Daniel Vilaça. A CCP anunciou que apresentará ao Governo e aos grupos parlamentares propostas para discussão na especialidade, incidindo nas tributações autónomas, na capitalização das empresas e no custo do trabalho. O presidente da AEB considera que esta fase deve ser aproveitada para aproximar as medidas orçamentais das necessidades concretas das PME e reforçar o seu contributo para o desenvolvimento económico. 👉 Consulte aqui a versão integral do Comunicado da CCP

Candidaturas ao Mercado de Natal de Braga decorrem até 16 de outubro

O Município de Braga tem abertas, entre 12 e 16 de outubro, as candidaturas ao Mercado de Natal 2026, uma iniciativa que pretende valorizar a cultura, a identidade e as tradições locais, dinamizando a atividade económica e promovendo os comerciantes, artesãos e associações do concelho. Integrado na programação «Braga é Natal», o Mercado de Natal regressa à Avenida Central entre 1 de dezembro de 2026 e 6 de janeiro de 2027, reunindo uma oferta diversificada de produtos associados à quadra natalícia. O espaço contará com propostas de artesanato tradicional e contemporâneo, artigos decorativos, presentes, gastronomia e doçaria, proporcionando aos visitantes a oportunidade de descobrir produtos e tradições que fazem parte da identidade de Braga. Podem candidatar-se comerciantes, artesãos e associações do concelho interessados em integrar esta iniciativa e dar visibilidade aos seus produtos e atividades. As candidaturas devem ser submetidas até 16 de outubro, exclusivamente através do Balcão Eletrónico do Município de Braga, no procedimento «Mercado de Natal». As Normas de Candidatura e Participação do Mercado de Natal 2026 encontram-se disponíveis para consulta online. A Associação Empresarial de Braga partilha esta informação junto do tecido empresarial local, reforçando a importância de iniciativas que contribuem para a dinamização do comércio, a valorização dos produtos locais e o desenvolvimento económico do concelho.

Bem Comer reúne 21 restaurantes num roteiro de descoberta gastronómica

A 3.ª edição do Bem Comer decorre de 12 a 31 de outubro e reúne 21 restaurantes num roteiro que convida a conhecer a diversidade da oferta gastronómica. A iniciativa foi apresentada esta sexta-feira, no restaurante Alfacinha, em Braga. A Associação Empresarial de Braga (AEB) apresentou hoje, 9 de outubro, a 3.ª edição do Bem Comer, uma iniciativa que, entre 12 e 31 de outubro, desafia a comunidade a descobrir diferentes espaços e propostas gastronómicas. A sessão de apresentação decorreu no restaurante Alfacinha, um dos estabelecimentos aderentes, e assinalou o arranque de uma edição que reúne 21 restaurantes num roteiro dedicado à diversidade da oferta gastronómica. Para Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, «o Bem Comer é uma oportunidade para dar a conhecer a diversidade da oferta gastronómica e incentivar a descoberta de novos espaços, aproximando a comunidade dos restaurantes e das propostas que têm para oferecer». O responsável destacou também a dimensão da sustentabilidade associada à iniciativa, sublinhando que «é importante começar a percorrer o caminho da sustentabilidade no setor da restauração, promovendo uma maior atenção às escolhas e às práticas adotadas pelos estabelecimentos». Esta dimensão ganha particular relevância por a iniciativa decorrer em simultâneo com a Semana da Alimentação Sustentável. Altino Bessa, Vice-Presidente do Município de Braga, salientou a importância desta coincidência e o papel dos estabelecimentos na promoção de práticas mais responsáveis. «A sustentabilidade deve fazer parte da reflexão e da atuação dos espaços de restauração. A sua responsabilidade social é importante para promover escolhas mais conscientes e contribuir para uma relação mais responsável com os alimentos e os recursos», destacou. Ao longo de 20 dias, o Bem Comer pretende valorizar a diversidade da oferta gastronómica e proporcionar novas experiências a quem vive, trabalha ou visita Braga, conjugando a descoberta de novos lugares à mesa com a sensibilização para escolhas mais conscientes. 21 restaurantes para descobrir A 3.ª edição do Bem Comer reúne 21 restaurantes e espaços de restauração com propostas distintas, convidando os participantes a explorar diferentes experiências à mesa. Alfacinha Anjo Verde APE Coffee Apoena Aqui às 5 Don Marcus Flor de Maio Gosto Superior – Restaurante Vegetariano Livraria 100.ª Página Méze Brunch O Amor Vive na Cozinha Padaria Artesanas Paladar Paladares Vegan Restaurante Hibiscus Restaurante Vegetariano Shanti Rima Arabic Food Saga Semente – Art Coffee & Plant Based Food Tradição de Sabores Velma Brunch O roteiro digital disponibiliza informação sobre os restaurantes aderentes, incluindo menus, preços e horários de funcionamento, permitindo a cada participante planear o seu percurso e escolher as propostas que mais lhe despertam a curiosidade. De 12 a 31 de outubro, o convite é descobrir novos espaços, experimentar diferentes propostas e desfrutar da diversidade gastronómica de Braga. Sobre o Bem Comer O Bem Comer é uma iniciativa promovida pela Associação Empresarial de Braga que incentiva a descoberta da oferta gastronómica e sensibiliza para a importância de escolhas mais conscientes. Na sua 3.ª edição, reúne 21 restaurantes num roteiro que decorre de 12 a 31 de outubro.

Inteligência Artificial nas empresas: O que muda com o AI ACT?

Conhecer as ferramentas de Inteligência Artificial utilizadas, identificar riscos e compreender as obrigações de transparência são passos importantes para uma utilização mais responsável desta tecnologia. A E-goi, parceira AEB, disponibiliza um kit prático gratuito para ajudar as empresas a dar os primeiros passos. A Inteligência Artificial está cada vez mais presente no quotidiano das empresas, desde a criação de conteúdos para campanhas de marketing até à utilização de chatbots em websites e de funcionalidades integradas em plataformas digitais. Esta crescente utilização traz novas oportunidades, mas também exige atenção às regras aplicáveis. Com a entrada em aplicação de novas disposições do Regulamento Europeu da Inteligência Artificial (AI Act), as empresas devem procurar compreender como utilizam estas ferramentas e que obrigações podem ter de cumprir, nomeadamente em matéria de transparência. Saber onde e como se utiliza IA é um primeiro passo essencial. Uma empresa pode recorrer a diferentes ferramentas de Inteligência Artificial sem ter uma visão global das suas aplicações, dos dados utilizados ou dos procedimentos de revisão dos resultados. Por isso, identificar as ferramentas em uso, perceber a sua finalidade e definir regras internas são medidas importantes para uma utilização mais consciente e adequada ao contexto de cada organização. Entre as questões a considerar estão a utilização de dados pessoais ou confidenciais, a supervisão humana dos resultados gerados e a necessidade de informar os utilizadores quando estão a interagir com determinados sistemas de IA. E-goi disponibiliza kit prático de apoio às empresas Neste contexto, a E-goi está a preparar um kit prático gratuito sobre o AI Act, destinado a ajudar as empresas a compreender melhor a utilização de Inteligência Artificial nas suas atividades e a organizar os primeiros passos para uma utilização mais responsável. O conjunto de recursos prevê incluir: Uma checklist para apoiar a identificação das principais questões a considerar; Um modelo de inventário das ferramentas de Inteligência Artificial utilizadas; Um guia para avaliar utilizações de IA em marketing; Exemplos de textos de transparência; Perguntas a colocar antes de adotar uma nova ferramenta. O objetivo é facilitar a identificação das ferramentas utilizadas, das respetivas finalidades e dos cuidados a considerar, ajudando as empresas a estruturar a informação e a reconhecer situações que possam exigir uma análise mais aprofundada. A utilização de Inteligência Artificial não implica, por si só, o incumprimento das regras aplicáveis. O importante é conhecer as aplicações utilizadas e avaliar as obrigações relevantes em função do contexto e do tipo de utilização. As empresas interessadas podem consultar a informação sobre o kit prático e inscrever-se para receber novidades através da página da E-goi. 👉 Saiba mais e manifeste o seu interesse no kit prático sobre o AI Act Nota: O kit é um recurso informativo de apoio e não substitui aconselhamento jurídico nem uma avaliação específica das obrigações aplicáveis a cada empresa.

Opinião AEB | Descentralizar não pode ser multiplicar a burocracia

Na passada semana, a Associação Empresarial de Braga acolheu a conferência “Regiões Mais Fortes: Um País Melhor”, promovida pela SEDES Braga, dedicada a um tema que há décadas atravessa o debate político português: a descentralização do poder e a regionalização. A qualidade do painel, que reuniu personalidades de reconhecida experiência e competência como Luís Braga da Cruz, Ricardo Rio e Manuel Caldeira Cabral, ajudou a colocar a discussão num plano mais abrangente. Falou-se de centralismo, de investimento público, de desenvolvimento regional e, sobretudo, da necessidade de encontrarmos um modelo de organização do país capaz de aproveitar melhor o potencial dos diferentes territórios. Esta é uma discussão que vai muito para além da forma como organizamos administrativamente o país. É uma discussão sobre a nossa capacidade de aproveitar melhor os recursos, as competências e o potencial económico que existem em cada território. E, olhando para ela a partir da realidade das empresas, há uma ideia simples que me parece essencial: a proximidade conta. Conta quando é necessário tomar uma decisão. Conta quando é preciso resolver um problema. Conta quando é necessário compreender as especificidades de uma empresa, de um setor ou de um território. E conta, sobretudo, quando chega o momento de passar das estratégias e dos planos para a ação. É por isso que tenho alguma dificuldade em olhar para a descentralização apenas como uma discussão sobre organização administrativa ou sobre quem fica com esta ou aquela competência. A pergunta que verdadeiramente interessa é outra: a descentralização permite-nos tomar melhores decisões e tomá-las mais depressa? Se permitir utilizar os recursos públicos de forma mais inteligente, então interessa às empresas e ao país. Se permitir construir respostas mais ajustadas às características económicas de cada território, também. Se aproximar os centros de decisão daqueles que conhecem os problemas e têm de encontrar as soluções, estaremos perante uma reforma com capacidade para melhorar o funcionamento do país. Mas há uma condição que me parece inegociável: a descentralização não pode representar novos níveis de decisão nem novas formas de burocracia. Se uma empresa, em vez de ter uma entidade com quem falar, passar a ter duas ou três; se forem acrescentados procedimentos aos que já existem; se uma autorização tiver de percorrer mais instâncias; ou se uma decisão demorar ainda mais tempo a chegar, então não estaremos verdadeiramente a descentralizar. Estaremos apenas a deslocar ou, pior ainda, a multiplicar a burocracia. E Portugal já tem burocracia suficiente. Por isso, qualquer processo sério de descentralização deve obedecer a três princípios muito simples: simplificar os processos; aproximar as decisões; e responsabilizar claramente quem decide pelos resultados alcançados. Esta discussão é ainda mais importante porque Portugal não é economicamente igual em todo o território. As regiões têm diferentes especializações produtivas, diferentes estruturas empresariais, diferentes recursos, diferentes instituições e diferentes desafios. E essa diversidade deve ser encarada como uma vantagem, não como um problema que uma política uniforme procura artificialmente corrigir. Quem conhece esta realidade percebe facilmente que existem decisões que podem ser tomadas de forma mais informada e eficaz perto dos territórios do que a centenas de quilómetros de distância. Isso não significa que defenda que tudo deva ser descentralizado. Há matérias que, pela sua natureza, devem continuar a ser nacionais. E um país com a dimensão de Portugal também não pode cair na tentação de reproduzir, à escala regional, estruturas que já existem à escala nacional. Por isso, creio que o princípio que deve estar subjacente a este processo é bastante simples: cada decisão deve ser tomada ao nível onde possa ser tomada melhor. E talvez seja precisamente aqui que devamos mudar a forma como discutimos a descentralização em Portugal. Durante demasiado tempo, a pergunta tem sido: “Que poderes está o Estado central disposto a transferir?”, quando a pergunta que importa é outra: “De que poderes, de que instrumentos e de que capacidade de decisão precisam os territórios para contribuírem mais para o crescimento do país?” Pode parecer apenas uma diferença semântica. Mas não é. Na primeira pergunta, discutimos essencialmente a distribuição do poder. Na segunda, discutimos desenvolvimento económico, competitividade e criação de valor. E é dessa segunda discussão que Portugal verdadeiramente precisa. Temos um problema persistente de produtividade. Temos dificuldade em assegurar ritmos de crescimento económico capazes de nos aproximar dos países europeus mais desenvolvidos. Enfrentamos um enorme desafio demográfico. E continuamos a conviver com assimetrias territoriais significativas. Perante estes desafios, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar o potencial económico que existe nas diferentes regiões do país. Nem podemos continuar a confundir coesão territorial com a ideia de que todos os territórios devem seguir exatamente o mesmo caminho. Coesão também significa dar a cada região condições para desenvolver aquilo em que pode ser melhor. Por isso, não vejo regiões mais fortes como sinónimo de um Estado mais fraco. Pelo contrário. Vejo-as como uma oportunidade para termos um Estado que decide melhor. Mais próximo. Mais rápido. Mais simples. E mais responsável pelos resultados. No final, talvez seja esta a ideia mais importante do debate que tivemos na AEB: a descentralização não deve ser uma disputa sobre onde fica o poder. Deve ser uma discussão sobre onde conseguimos criar mais valor para as pessoas, para as empresas e para o país.

Noite Branca gera impacto económico de 11,25 milhões de euros

A Noite Branca Braga 2026 gerou um impacto económico estimado de 11,25 milhões de euros, de acordo com a análise realizada pela AEB – Câmara de Comércio e Indústria de Braga, com base em dados de pagamentos eletrónicos da rede SIBS. Os resultados foram apresentados esta quarta-feira, 8 de outubro, numa sessão realizada na AEB, que contou com a presença de Daniel Vilaça, Presidente da AEB, e Nuno Gouveia, Administrador Executivo da Faz Cultura – Empresa Municipal de Cultura de Braga. O estudo analisou a atividade económica registada entre 31 de agosto e 6 de setembro, permitindo comparar o comportamento do consumo durante a semana da Noite Branca com períodos homólogos anteriores. Nesse período, o valor total transacionado atingiu 55,48 milhões de euros, mais 9,6% do que na semana equivalente de 2025 e 15,6% acima do valor registado em 2024. O impacto económico estimado pela AEB corresponde ao acréscimo de atividade face à semana média de referência, não devendo ser confundido com o valor total transacionado.   Mais de 90% do crescimento veio de fora de Braga Um dos dados de maior relevância do estudo está na origem do crescimento do consumo. 91,4% do aumento do valor transacionado teve origem em cartões emitidos fora de Braga, evidenciando a capacidade da Noite Branca para atrair consumidores de outros territórios. A despesa associada a cartões de outros concelhos portugueses e do estrangeiro atingiu 25,42 milhões de euros, um crescimento de 21,3% face a 2025. “Mais de 90% do crescimento do consumo na semana da Noite Branca veio de fora de Braga. Este resultado mostra que o evento é também um investimento na capacidade da cidade para atrair consumo e gerar rendimento para as suas empresas. O valor que os grandes eventos conseguem deixar na economia local deve ser um dos critérios para avaliar o seu retorno”, afirma Daniel Vilaça, Presidente da AEB. Os cartões associados a Braga continuaram, ainda assim, a representar a maior parcela do consumo, com 54,2% do valor transacionado. Os restantes concelhos portugueses representaram 38,7% e os cartões emitidos no estrangeiro 7,1%. Face a 2025, estas duas últimas componentes registaram crescimentos de 22,8% e 13,8%, respetivamente. Entre os concelhos portugueses externos a Braga, destacaram-se Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Barcelos, responsáveis, respetivamente, por 11,9%, 9% e 8,3% da despesa deste grupo. Seguiram-se Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Fafe e Esposende. Entre os concelhos apresentados, Fafe e Esposende registaram os maiores crescimentos, com aumentos de 74% e 34,2%. No consumo com cartões estrangeiros, França liderou, representando 28,4%, seguida de Espanha (12,3%) e Estados Unidos (7,9%). Brasil, Luxemburgo, Alemanha e Reino Unido completaram as sete principais origens. Os Estados Unidos destacaram-se pelo crescimento de 57,5% e por um valor médio por operação de 54,49 euros. “A leitura das origens do consumo ajuda-nos a compreender melhor a área de atração de Braga e a orientar a promoção do evento. A proximidade regional continua a ser uma força importante, mas os mercados internacionais acrescentam diversidade e oportunidades que devemos valorizar”, considera Daniel Vilaça.   Mais consumidores e mais operações A análise registou 558 465 cartões distintos, mais 8,4% do que em 2025, e cerca de 1,45 milhões de operações, um aumento de 8,5%. O número de cartões distintos constitui um indicador da base de consumidores que realizaram pagamentos, não correspondendo, contudo, a uma contagem individual de visitantes.   Restauração cresce 12,6% A restauração foi um dos setores com desempenho mais expressivo durante a semana analisada. O setor registou 5,49 milhões de euros em transações, mais 12,6% do que em 2025. O valor médio por operação aumentou 9,4%, para 19,13 euros, enquanto a procura proveniente de fora de Braga explicou 99,3% do crescimento registado no setor. Também aqui se destaca o peso do mercado internacional: o valor médio por operação com cartões estrangeiros atingiu 25,88 euros, 51,9% acima do valor registado pelos clientes locais. O domingo assumiu igualmente um peso relevante, com cerca de 930 mil euros movimentados na restauração, o equivalente a 30,9% do consumo registado nos três dias centrais e um valor ligeiramente superior ao de sexta-feira. “A restauração é uma componente importante da experiência de visitar Braga e uma forma de transformar a atração de público em rendimento para as empresas locais. O desempenho de domingo reforça a importância de uma programação capaz de manter o interesse ao longo dos três dias”, sublinha o Presidente da AEB.   Impacto que se estende para além dos três dias centrais Os dados analisados mostram ainda que o crescimento da atividade económica não se concentrou exclusivamente nos três dias centrais da Noite Branca. Na restauração, 65,1% do aumento semanal face a 2025 ocorreu fora dos três dias centrais, um dado que reforça a importância de analisar o comportamento económico ao longo de toda a semana e não apenas durante o período principal do evento. A análise da AEB permite, assim, identificar tendências de consumo e de atração de público, contribuindo para uma avaliação mais informada do impacto dos grandes eventos na economia local. “Estes dados permitem-nos avaliar resultados e tomar decisões mais informadas. A ambição deve ser continuar a melhorar a experiência de quem visita Braga e aumentar o valor que o evento deixa na cidade e na sua economia”, conclui Daniel Vilaça.   Consulte o Estudo AQUI. 

Montras em Branco: vencedores distinguidos em cerimónia na AEB

A Associação Empresarial de Braga (AEB) e o Município de Braga realizaram, esta quarta-feira, 7 de outubro, a cerimónia de entrega de prémios do concurso Montras em Branco, iniciativa integrada na programação da Noite Branca Braga 2026. A cerimónia, realizada nas instalações da AEB, contou com a presença de Rui Marques, Diretor-Geral da AEB, e João Machado, Diretor Municipal de Desenvolvimento Económico, e assinalou o reconhecimento dos estabelecimentos distinguidos pelo júri e pelo público. A Grãos e Sabores conquistou o 1.º lugar, recebendo um prémio de 1 000 euros. O 2.º lugar foi atribuído à Obrigada, distinguida com um prémio de 500 euros, enquanto a Sensispa alcançou o 3.º lugar, com um prémio de 250 euros. O júri avaliou as propostas tendo em consideração a criatividade e originalidade, a integração no conceito da Noite Branca, o impacto visual e a qualidade estética e de execução. Na sua apreciação, destacou a elevada qualidade geral das montras participantes, bem como a criatividade, o cuidado estético e o empenho demonstrado pelos estabelecimentos. “O envolvimento da comunidade empresarial num evento com a dimensão da Noite Branca é fundamental. O facto de os comerciantes quererem participar e contribuir para melhorar o ambiente da cidade mostra que esta é uma aposta ganha e que existe uma vontade clara de fazer parte da dinâmica de Braga”, afirmou o Diretor-Geral da AEB, Rui Marques. Também o Município de Braga destacou a adesão dos estabelecimentos à iniciativa e a importância do envolvimento do comércio local na dinâmica da cidade. “Estamos muito satisfeitos com a adesão das lojas a esta iniciativa. Para o Município, significa muito contar com o envolvimento do comércio local. Fica também o nosso compromisso e o nosso agradecimento a todos os que, através destas iniciativas, ajudam a dar mais vida à nossa cidade”, salientou João Machado, Diretor Municipal de Desenvolvimento Económico. A cerimónia incluiu também a entrega do Prémio do Público à Farmácia Sousa Gomes, que obteve a maior votação na plataforma digital disponibilizada pela organização. No total, foram registados 648 votos, tendo a Farmácia Sousa Gomes reunido 121 votos, correspondentes a 18,7% do total, garantindo assim o prémio de 250 euros. O concurso Montras em Branco desafiou os estabelecimentos comerciais de Braga a criar propostas inspiradas no conceito da Noite Branca, contribuindo para levar o ambiente da celebração às ruas e aos espaços comerciais da cidade. A iniciativa procurou, assim, valorizar a criatividade dos comerciantes, promover a dinamização do comércio local e reforçar a ligação entre os estabelecimentos, a cidade e a Noite Branca. A AEB e o Município de Braga felicitam os estabelecimentos distinguidos e agradecem a participação de todos os 26 concorrentes, reconhecendo o empenho e a criatividade demonstrados ao longo da iniciativa.

Contratação pública: novas regras simplificam procedimentos e aumentam limites de contratação

A revisão do Código dos Contratos Públicos entrou em vigor a 1 de outubro, introduzindo alterações relevantes para as empresas que fornecem bens, prestam serviços ou executam obras para entidades públicas. O Decreto-Lei n.º 177/2026, de 4 de setembro, revê o regime da contratação pública, com o objetivo de simplificar procedimentos, reduzir exigências burocráticas e reforçar a qualidade e a eficiência da despesa pública. Uma das principais alterações é o aumento dos limites de valor para recorrer ao ajuste direto e à consulta prévia, que passam a ser os seguintes: Procedimento Bens e serviços Empreitadas de obras públicas Ajuste direto Valor inferior a 75 000 € Valor inferior a 150 000 € Consulta prévia Valor inferior a 130 000 € Valor inferior a 1 000 000 € A escolha destes procedimentos continua sujeita às restantes condições legais, incluindo as regras de agregação de contratos e os limites aplicáveis aos convites dirigidos às mesmas empresas. A reforma prevê também uma consulta prévia especial, com convite a pelo menos cinco entidades, para contratações abrangidas por determinadas áreas estratégicas, incluindo projetos financiados por fundos europeus. A sua utilização depende do enquadramento do contrato e dos limites aplicáveis, não constituindo uma autorização generalizada para contratar até dois milhões de euros. Outra mudança relevante é o reforço do princípio «só uma vez», destinado a evitar que sejam exigidos documentos que a Administração possa obter diretamente através dos mecanismos de interoperabilidade. Esta simplificação procura reduzir os encargos administrativos das empresas que participam em procedimentos de contratação pública. O novo regime reforça ainda a consideração da qualidade e da eficiência económica, bem como, quando adequado, da inovação, da sustentabilidade e da responsabilidade social. Para as empresas, torna-se particularmente relevante demonstrar o valor das suas soluções e a capacidade de cumprir as condições de execução dos contratos. Na fase de execução, são igualmente clarificadas as responsabilidades do gestor do contrato, com maior atenção ao acompanhamento das prestações, dos prazos e do desempenho técnico e financeiro. As empresas devem rever os seus procedimentos e modelos documentais, acompanhar as condições de participação em cada contratação e preparar propostas alinhadas com os critérios definidos pelas entidades adjudicantes. Esta atenção é especialmente importante nos contratos associados a projetos financiados por fundos públicos e europeus. As novas regras aplicam-se, em geral, aos procedimentos iniciados após a entrada em vigor do diploma e aos contratos que deles resultem, existindo disposições específicas para algumas matérias relativas a procedimentos em curso e contratos em execução. Para apoiar a compreensão destas alterações, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal disponibilizou um guia prático, que a AEB divulga junto das empresas.   👉 Consulta o guia prático das alterações ao Código dos Contratos Públicos 👉 Consulte o diploma publicado no Diário da República  

Formação obrigatória: ACT esclarece regras para a formação promovida pelas empresas

A Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) publicou a Nota Técnica n.º 15, que clarifica as regras aplicáveis à formação profissional contínua assegurada pelas empresas. O Código do Trabalho estabelece que cada trabalhador tem direito a um mínimo de 40 horas de formação contínua por ano. Nos contratos a termo com duração igual ou superior a três meses, o número de horas é proporcional à duração do contrato. Cabe ao empregador assegurar esse direito, através de formação organizada pela empresa ou da concessão de tempo para formação por iniciativa do trabalhador. A ACT esclarece que esta formação não tem obrigatoriamente de ser ministrada por uma entidade formadora certificada. Pode ser assegurada pela própria empresa, através do empregador, de um trabalhador ou de um formador externo, desde que os conteúdos sejam adequados à atividade dos trabalhadores e quem ministra a formação tenha as qualificações ou os conhecimentos necessários. A empresa continua, porém, responsável por organizar e documentar o processo formativo. Segundo a nota técnica, deve emitir o respetivo comprovativo, manter um registo individual da formação realizada e, quando desenvolve a formação, assegurar o registo através da plataforma SIGO. A formação assegurada em cada ano deve também constar da informação anual sobre a atividade social da empresa. A AEB apoia as empresas associadas no planeamento e na gestão da formação obrigatória, disponibilizando soluções de capacitação e desenvolvimento das pessoas e das equipas, ajudando a identificar necessidades e acompanhar os procedimentos de documentação e registo. 👉 Consulte a aqui a Nota Técnica da ACT

Opinião CCP | Faturação eletrónico: o estado da arte

O projeto ViDA (VAT in the Digital Age) é uma iniciativa da Comissão Europeia para modernizar e digitalizar o sistema de Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) na União Europeia, tendo em vista combater a fraude, simplificar as obrigações para as empresas e adaptar as regras fiscais ao mercado digital. Este projeto assenta em 3 pilares fundamentais, estando já consagrada na Diretiva (UE) 2025/516 do Conselho, de 11 de março de 2025, para o que aqui nos interessa, a introdução da faturação eletrónica obrigatória para operações intracomunitárias e de sistemas de reporte de dados. Com efeito, para aumentar a cobrança de impostos sobre as operações transfronteiriças e pôr termo à fragmentação existente decorrente da aplicação pelos Estados-Membros de sistemas de comunicação de informação divergentes, foram estabelecidas regras para as obrigações de comunicação digital de dados na União. Essas regras deverão assegurar a prestação às administrações fiscais de informações operação a operação, permitir o cruzamento de dados, aumentar as capacidades de controlo das administrações fiscais e criar um efeito dissuasor do incumprimento, reduzindo simultaneamente os custos de cumprimento para as empresas que operam em diferentes Estados-Membros e eliminando os obstáculos no mercado interno. Para facilitar a automatização do processo de comunicação, tanto para os sujeitos passivos como para as administrações fiscais, as operações a comunicar às administrações fiscais deverão ser documentadas eletronicamente, devendo a utilização da faturação eletrónica tornar-se o sistema por defeito para a emissão de faturas, sem prejuízo de os Estados Membros poderem autorizar outras faturas para as entregas de bens e prestações de serviços internas. Correlativamente, as designadas declarações recapitulativas tradicionais são substituídas por um sistema de reporte de dados quase em tempo real, permitindo a partilha imediata de informações entre as administrações fiscais da UE. É certo que a obrigatoriedade da faturação eletrónica no contexto do projeto ViDA entrará em vigor oficialmente a 1 de julho de 2030 para todas as transações transfronteiriças entre empresas (B2B intracomunitárias). Mas, certamente para incentivar a adoção da faturação eletrónica, a referida Diretiva permitiu aos Estados-Membros anteciparem a obrigatoriedade da faturação eletrónica no mercado interno (B2B nacional) sem necessitarem de qualquer autorização especial da Comissão Europeia. Neste contexto, alguns Estados-Membros da União Europeia já tomaram iniciativas para introduzirem a faturação eletrónica (faturas emitidas, transmitidas e recebidas num formato eletrónico estruturado que permita o seu tratamento automatizado e eletrónico) nas suas operações internas. Façamos um breve retrato do que se passa à nossa volta:   Bélgica A fatura eletrónica nas relações B2B tornou-se obrigatória na Bélgica, a partir de 1 de janeiro de 2026, para a maioria das transações entre empresas estabelecidas e registadas para efeitos de IVA. A medida faz parte da estratégia de digitalização fiscal do país e tem como objetivo melhorar a eficiência administrativa, automatizar os processos de faturação e reforçar o controlo do IVA. A legislação exige que os contribuintes enviem e recebam faturas eletrónicas estruturadas, e, por conseguinte, as faturas em papel ou em PDF, deixam de cumprir a obrigação legal. Mais concretamente, a regulamentação aplica-se a: Empresas estabelecidas na Bélgica que exercem uma atividade económica. Contribuintes registados para efeitos de IVA na Bélgica. Operações B2B nacionais, ou seja, transações entre empresas sujeitas ao IVA realizadas no território belga. Pelo contrário, a obrigação não se aplica, de forma geral, a: Operações B2C (Business to Consumir) realizadas com consumidores finais. Determinadas operações ou contribuintes que a regulamentação exclui expressamente, tais como alguns sujeitos passivos isentos ou abrangidos por regimes específicos previstos na legislação belga. A partir de 2028, as empresas terão de cumprir uma nova obrigação: enviar eletronicamente à Autoridade Tributária as informações fiscais dessas faturas num modelo de “near realtime reporting”, que não implica uma transmissão instantânea da fatura, mas a comunicação após um prazo previsto de 5 dias, não incluindo, portanto, as operações B2C.   França A partir de 1 de setembro de 2026, todas as empresas estabelecidas em França e sujeitas a IVA devem estar em condições de receber faturas eletrónicas. A faturação eletrónica é obrigatória para as operações realizadas entre empresas estabelecidas em França e sujeitas a IVA, inclusive quando beneficiam da isenção de IVA. A obrigação de emitir faturas eletrónicas aplica-se progressivamente: A partir de 1 de setembro de 2026, para as grandes empresas e as empresas de dimensão intermédia; A partir de 1 de setembro de 2027, para as PME e as microempresas. A fatura em papel continua a ser possível quando a operação não está sujeita à obrigação de faturação eletrónica. Este é, nomeadamente o caso quando a empresa fatura a: Um particular (quer esteja estabelecido em França ou no estrangeiro); Uma empresa estabelecida no estrangeiro. Dependendo das operações que realizam, as empresas podem também estar sujeitas à obrigação de transmissão de determinados dados à administração fiscal (e-reporting). O e-reporting em França é o sistema complementar à faturação eletrónica (e-invoicing), servindo para que a administração fiscal francesa (DGFiP) tenha um controlo sobre as transações onde não existe a obrigação de emitir uma fatura eletrónica nacional. Neste contexto, são comunicados os dados de transações (Vendas) relativos a: Operações B2C (vendas a particulares); Operações B2B Internacionais (vendas a empresas estrangeiras, sejam da União Europeia ou fora dela). Curiosamente, no caso de operações B2C, não são transmitidos dados pessoais que permitam identificar os clientes particulares, sendo os dados agregados por dia (resumo diário) e por taxa de IVA.   Espanha O projeto da fatura eletrónica entre empresas em Espanha foi consagrado na Ley 18/2022 (Lei “Crea y Crece”), aprovada em setembro de 2022, que estabelece a faturação eletrónica como o único sistema utilizado nas relações comerciais entre empresas e trabalhadores independentes em Espanha. De acordo com o atual calendário de implementação, as empresas com um volume de negócios anual superior a 8 M€ deverão cumprir com a emissão, receção de faturas e a notificação dos respetivos estados a partir de 1 de outubro de 2027, enquanto aquelas com um volume de negócios inferior a esse valor devem cumprir tal obrigação a partir de 1 de outubro de 2028. A par da faturação eletrónica, […]

Selo Municipal para a Diversidade, Igualdade e Conciliação com candidaturas abertas até 30 de setembro

Estão abertas as candidaturas à 2.ª edição do Selo Municipal para a Diversidade, Igualdade e Conciliação, uma iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado), em parceria com os seis municípios do território, no âmbito do projeto Cávado +Igual. A iniciativa, que assinala o Dia Municipal para a Igualdade, celebrado a 24 de outubro, pretende reconhecer e valorizar organizações que desenvolvem boas práticas nas áreas da igualdade de oportunidades, diversidade, inclusão, não discriminação e conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal. Quem pode candidatar-se? Podem apresentar candidatura empresas, instituições particulares de solidariedade social, associações, cooperativas e outras organizações com atividade na sub-região do Cávado, independentemente da sua dimensão. São consideradas práticas desenvolvidas ou em vigor nos últimos três anos, nomeadamente: Medidas de flexibilidade e conciliação da vida profissional, familiar e pessoal; Iniciativas de promoção do bem-estar; Práticas de inclusão e valorização da diversidade; Igualdade de oportunidades no contexto profissional; Medidas de prevenção da discriminação e do assédio; Outras iniciativas que contribuam para ambientes de trabalho mais inclusivos, equitativos e socialmente responsáveis. A participação constitui uma oportunidade para as organizações dar visibilidade às boas práticas que já desenvolvem, reconhecer o trabalho das suas equipas e reforçar o seu compromisso com a igualdade, a inclusão e a responsabilidade social. Prazo para candidatura As candidaturas estão abertas até 30 de setembro de 2026. 👉 Aceda ao formulário de candidatura A Associação Empresarial de Braga associa-se a esta iniciativa e incentiva as organizações do território a dar a conhecer as práticas que têm vindo a implementar em matéria de diversidade, igualdade e conciliação.

Opinião AEB | O salário mínimo não pode ser a política salarial do país

As recentes declarações de Gustavo Paulo Duarte, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, tiveram o mérito de colocar no centro do debate uma realidade que se sente cada vez mais dentro das empresas. Ao afirmar que “o pior inimigo do salário médio é o decreto do salário mínimo”, chamou a atenção para um problema real: quando o salário mínimo aumenta muito acima dos restantes salários, não estamos apenas a melhorar a remuneração de quem ganha menos. Estamos também a comprimir toda a estrutura salarial. E é importante dizê-lo com clareza: o problema não está no aumento do salário mínimo. Portugal tinha, e continua a ter, salários baixos e pouco competitivos quando comparados com os países mais desenvolvidos da União Europeia. No entanto, o salário mínimo passou de 505 euros, em 2015, para 920 euros, em 2026. Ou seja, cresceu cerca de 82% em pouco mais de uma década, permitindo melhorar o rendimento de muitos trabalhadores e corrigir atrasos que se tinham acumulado durante demasiado tempo. Mas, para muitas empresas, esta evolução não foi acompanhada por um crescimento proporcional da atividade e, sobretudo, do valor acrescentado bruto ou da produtividade. Esta diferença é essencial para compreender o esforço realizado pelo tecido empresarial. Importa recordar que os salários não são pagos pelas receitas. São pagos pelo valor que as empresas conseguem criar e pela margem que permanece depois de suportados todos os custos da atividade. Mesmo quando a faturação aumenta, isso não significa necessariamente que a empresa esteja mais sólida ou tenha maior capacidade para aumentar salários. Uma parte desse crescimento pode resultar apenas da inflação ou ser absorvida pela subida dos custos da energia, das matérias-primas, das rendas, dos transportes, dos serviços externos e do financiamento. Em muitas empresas, especialmente nas micro e pequenas, a subida do salário mínimo foi, por isso, feita com um esforço enorme. Não resultou de um aumento equivalente do valor gerado. Foi, na maioria dos casos, suportada pela redução da margem operacional, pelo adiamento de investimentos ou pela diminuição das reservas que ajudam a empresa a responder a uma crise ou a uma quebra inesperada da procura. Convém reconhecer esta realidade. As empresas cumpriram e fizeram um esforço brutal que não pode ser desvalorizado. Mas cada aumento absorvido pela margem reduz a capacidade de investir, inovar e resistir ao próximo período de dificuldade. É neste contexto que devemos perguntar: será sustentável continuar a fazer do salário mínimo o principal instrumento da política salarial portuguesa? Durante muitos anos, um trabalhador mais qualificado, mais experiente ou com maiores responsabilidades recebia uma remuneração superior ao salário mínimo. Essa diferença traduzia o reconhecimento do seu percurso, das competências adquiridas, da antiguidade e da responsabilidade assumida dentro da empresa. Hoje, muitos desses trabalhadores olham para o seu salário e percebem que a distância que os separava do salário mínimo está a desaparecer, porque a sua remuneração evoluiu mais lentamente do que o valor fixado pelo Estado. É aqui que nasce a desmotivação. Quando a diferença salarial entre funções distintas se torna cada vez menor, instala-se um sentimento de injustiça e aumenta o risco de as empresas perderem os seus melhores profissionais ou, pior ainda, de os manterem desmotivados. As empresas dispõem de recursos limitados para atualizar salários. E quando têm de concentrar uma parte significativa dessa capacidade financeira no aumento obrigatório do salário mínimo ficam com menos margem para valorizar os salários intermédios. Para preservar as diferenças anteriormente existentes, não bastaria aumentar quem recebe o salário mínimo. Seria necessário fazer repercutir essa subida sobre praticamente toda a tabela salarial. Mas isso é insustentável sem um crescimento correspondente da atividade económica. Es empresas só o conseguirão de forma consistente se aumentarem proporcionalmente a produtividade, as vendas e, sobretudo, o valor acrescentado que suporta essas remunerações. O Estado não pode, por isso, continuar a olhar para esta realidade apenas do lado do decreto. Decide o novo valor, cobra mais impostos e contribuições sobre o acréscimo da massa salarial e deixa às empresas a responsabilidade de encontrar os recursos necessários para pagar a conta. É difícil não reconhecer nesta postura uma certa voracidade. O Estado é rápido a capturar uma parte significativa do esforço adicional realizado pelas empresas e pelos trabalhadores, mas muito menos diligente a devolver-lhes margem e a desenhar políticas que permitam valorizar os salários para além do mínimo. Tem faltado uma verdadeira política de valorização salarial. Uma política que não se limite a definir quanto deve ganhar quem recebe menos, mas que crie condições para as empresas pagarem acima desse valor e conseguirem também valorizar os salários intermédios. Foi esse o desafio lançado pelo presidente da CCP. Em vez de nos limitarmos a aumentar o salário mínimo por decreto, devemos criar condições para que as empresas deixem de pagar salários mínimos. Isso pode passar por incentivos fiscais ou contributivos associados à valorização dos salários, por uma menor tributação dos rendimentos do trabalho e por mecanismos que reduzam a enorme distância entre aquilo que a empresa paga e o que o trabalhador efetivamente recebe. Naturalmente, as empresas também têm de fazer o seu caminho. Precisam de investir, inovar, qualificar a gestão e melhorar a produtividade. Mas esse esforço tem de ser partilhado. O salário mínimo não se pode transformar no salário de referência de uma parte crescente da população, enquanto se reduz a motivação dos restantes trabalhadores e se fragilizam a resiliência e a competitividade das empresas. Uma economia saudável é aquela em que as empresas e a economia crescem ao ponto de cada vez menos pessoas receberem apenas o mínimo. E essa deve ser a ambição de Portugal.   Rui Marques, Diretor Geral da AEB

Indústria portuguesa das embalagens procura oportunidades num mercado norueguês de 1,4 mil milhões de euros

A AEB CCI – Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria e a NERLEI CCI – Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria levam o SustainablePackPT a Oslo para aproximar a fileira nacional de um mercado onde circularidade, sustentabilidade e inovação estão a redefinir as exigências do setor. A ação de prospeção inclui reuniões com a Oslo Chamber of Commerce, a principal associação norueguesa de packaging e a agência de desenvolvimento empresarial de Oslo. A indústria portuguesa das embalagens prepara-se para reforçar a aproximação a um mercado avaliado em 1,4 mil milhões de euros, onde a sustentabilidade, a circularidade e a inovação tecnológica assumem um peso crescente nas decisões de negócio. A Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria (AEB CCI) e a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI) realizam, entre 28 de setembro a 1 de outubro, uma ação de prospeção à Noruega, no âmbito do projeto SustainablePackPT, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre o mercado, estabelecer contactos com entidades estratégicas e criar novas oportunidades de cooperação e internacionalização para a fileira portuguesa das embalagens. A agenda prevê reuniões com três entidades de referência do ecossistema empresarial e industrial de Oslo: Oslo Chamber of Commerce, The Norwegian Packaging Association e Oslo&Co. A ação de prospeção insere-se na estratégia do SustainablePackPT de reforçar a competitividade e a projeção internacional da indústria portuguesa das embalagens, aproximando-a de mercados onde a sustentabilidade e a circularidade estão a criar novas exigências e oportunidades de negócio. A Noruega assume particular relevância neste contexto. Em 2024, o mercado norueguês de materiais de embalagem foi avaliado em cerca de 1,4 mil milhões de euros, num país onde a procura é fortemente orientada para soluções sustentáveis e recicláveis e onde a taxa de reciclagem é superior a 90%. Entre as áreas com maior potencial destacam-se a alimentação e o food delivery, a indústria farmacêutica, os cuidados pessoais e o comércio eletrónico, a par de oportunidades relacionadas com materiais sustentáveis, embalagens inteligentes, ecodesign e rastreabilidade. Para Rui Marques, Diretor-geral da AEB CCI: “A Noruega é um mercado particularmente relevante para a indústria portuguesa das embalagens pela exigência que coloca ao nível da sustentabilidade, circularidade e inovação. Com esta ação de prospeção queremos conhecer melhor o mercado, criar relações com entidades estratégicas e identificar oportunidades concretas de cooperação e internacionalização para as empresas portuguesas.” Três reuniões para abrir portas ao mercado norueguês A agenda institucional arranca na manhã de 29 de setembro, com uma reunião na Oslo Chamber of Commerce, organização empresarial fundada em 1908 que apoia as empresas norueguesas na atividade internacional e representa no país a International Chamber of Commerce (ICC). O encontro permitirá à AEB CCI e à NERLEI CCI aprofundar o conhecimento sobre o ambiente empresarial norueguês e explorar possibilidades de cooperação e de aproximação entre os ecossistemas empresariais de Portugal e da Noruega. No mesmo dia, a delegação reúne com a The Norwegian Packaging Association (Emballasjeforeningen), principal associação norueguesa dedicada à indústria das embalagens e um dos interlocutores centrais. A agenda prossegue no dia 30 de setembro com uma reunião com a Oslo&Co, agência oficial de desenvolvimento empresarial e promoção de Oslo. A entidade trabalha na atração de investimento, talento e negócios e na criação de ligações entre empresas, entidades públicas e outros atores do ecossistema. A aproximação ao mercado norueguês poderá ainda abrir oportunidades em áreas como papel e cartão, embalagens para cadeia de frio e produtos do mar, soluções industriais e logística inversa, bem como em domínios ligados ao ecodesign, automação, smart packaging e rastreabilidade.   Sobre o SustainablePackPT O SustainablePackPT é um projeto promovido pela Associação Empresarial de Braga/Câmara de Comércio e Indústria (AEB CCI) e a Associação Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI), orientado para o reforço da competitividade e internacionalização da fileira portuguesa das embalagens, promovendo a inovação, a sustentabilidade e a cooperação entre empresas e restantes agentes do ecossistema. O projeto pretende contribuir para a valorização internacional das competências e soluções desenvolvidas em Portugal e para o posicionamento da indústria nacional nas cadeias de valor associadas ao packaging sustentável. O SustainablePackPT é cofinanciado pelo COMPETE 2030, Portugal 2030 e União Europeia.

Opinião Associado AEB | O progresso da panificação e a sua transformação digital

O pão é um dos alimentos mais tradicionais da nossa cultura. Em Portugal, cada região, cada cidade e até cada vila tem os seus próprios tipos de pão, com características que resultam das diferentes formas de confeção e dos ingredientes utilizados. Existem diferenças nos tempos de levedação da massa, na forma como é amassada, nos equipamentos utilizados e, naturalmente, no tipo de forno onde é cozida. Há quem continue a trabalhar de forma mais tradicional, com processos manuais, e há quem tenha introduzido equipamentos modernos capazes de aumentar a capacidade de produção e garantir maior consistência. Também os ingredientes têm um papel fundamental. O tipo de farinha, a moagem, a origem dos cereais e até a água utilizada podem influenciar o resultado final. São pequenos detalhes que, para quem trabalha diariamente na produção de pão, fazem toda a diferença. Temos broas, pães, regueifas e tantos outros produtos, com diferentes formas, sabores e características. Alguns podem ter o mesmo nome, mas basta experimentar o mesmo tipo de pão em duas padarias diferentes para perceber que dificilmente serão exatamente iguais. É precisamente esta diversidade que torna a panificação portuguesa tão rica. Onde está, então, o progresso? Quando pensamos num setor tão tradicional como a panificação, pode parecer que pouco mudou. Afinal, continuamos a misturar farinha, água, fermento e outros ingredientes, a deixar a massa levedar e a levar o pão ao forno. Mas o progresso nem sempre está em mudar aquilo que fazemos. Muitas vezes está em fazê-lo melhor. A inovação pode estar na utilização de novas farinhas, na descoberta de novos ingredientes, em diferentes processos de fermentação ou no desenvolvimento de produtos que respondam a novas necessidades dos consumidores. Hoje encontramos pão de alfarroba, pão de beterraba, pão de fubá, pão sem glúten e muitas outras opções. Algumas recuperam ingredientes tradicionais, outras procuram alternativas mais adequadas às novas exigências alimentares. A panificação evoluiu sem deixar de ser panificação. E é precisamente aqui que surge outra forma de evolução: a transformação digital da gestão. Da compra da farinha à entrega do pão Quando falamos em transformação digital, é fácil pensar apenas em computadores, aplicações ou equipamentos modernos. Mas numa padaria, a verdadeira transformação digital começa muito antes de o pão chegar ao balcão. Começa na gestão. Gosto de pensar nela como um processo que acompanha o produto desde a compra da farinha até ao momento em que o saco de pão é entregue à porta de uma casa. É neste contexto que surge o GPanifica, um software de gestão integrada desenvolvido especificamente para a realidade da panificação, pastelaria, confeitaria e indústria alimentar. A ideia é simples: centralizar num único sistema os processos que fazem parte do dia a dia da empresa. Compras e fornecedores Tudo começa pelas matérias-primas. No GPanifica é possível gerir fornecedores, produtos e compras, permitindo acompanhar as necessidades da empresa e organizar o processo de abastecimento. A gestão deixa de estar dispersa por vários ficheiros, documentos ou aplicações e passa a fazer parte de um único sistema. Clientes, encomendas e distribuição Do outro lado estão os clientes. Uma padaria pode ter clientes com necessidades completamente diferentes: uma loja que encomenda todos os dias, um restaurante que recebe determinados produtos em dias específicos ou um cliente particular que faz uma encomenda para um determinado dia. O GPanifica permite gerir estas diferentes realidades, incluindo encomendas fixas, preços específicos por cliente, rotas de distribuição e períodos de ausência. Se um cliente vai de férias durante duas semanas, por exemplo, não é necessário alterar manualmente todas as encomendas. Basta indicar no sistema o período em que estará ausente. São estes pequenos detalhes que, no dia a dia, acabam por representar uma grande poupança de tempo. Faturação e documentos Depois das encomendas vem todo o processo documental. Guias de remessa, documentos de transporte, faturação e envio de documentos ao cliente podem ser integrados no mesmo fluxo de trabalho. A faturação pode ser enviada por email ou através de faturação eletrónica e, quando existem integrações com clientes ou canais de distribuição, as encomendas podem também ser recebidas eletronicamente e integradas no sistema. O objetivo é reduzir o trabalho repetitivo e, principalmente, evitar que a mesma informação tenha de ser introduzida várias vezes. Produção: transformar encomendas em necessidades Uma das áreas onde a tecnologia pode ter um impacto significativo é na produção. Uma coisa é saber que amanhã existem 500 unidades para produzir. Outra é saber quantas massas são necessárias, quais os ingredientes necessários e em que quantidades. Com base nas receitas e nas encomendas existentes, o GPanifica permite calcular as necessidades de produção e de matéria-prima. Desta forma, a informação que começa numa encomenda pode acompanhar todo o processo até à produção. É aqui que a gestão deixa de ser apenas administrativa e passa a estar diretamente ligada à operação da empresa. Rastreabilidade e controlo de qualidade Na indústria alimentar, controlar não é apenas saber quanto se produziu. É também saber como, quando e com que matérias-primas foi produzido. A rastreabilidade, os registos e os processos relacionados com HACCP e controlo de qualidade assumem cada vez mais importância. Temperaturas de câmaras de frio, equipamentos de conservação, fornos ou túneis de cozedura são exemplos de processos que podem fazer parte do controlo diário de uma empresa. Aquilo que anteriormente podia depender de folhas de papel e registos manuais pode passar a estar integrado num sistema de gestão, tornando a informação mais acessível e permitindo uma consulta mais rápida sempre que seja necessária. Etiquetagem e embalamento Também o processo de impressão e embalamento pode fazer parte da mesma gestão. Produtos embalados, caixas, paletes ou outros formatos podem ter as suas etiquetas definidas de acordo com as necessidades da empresa. Em vez de recorrer a várias aplicações diferentes, a informação pode ser preparada e utilizada dentro do próprio ecossistema GPanifica. Mais uma vez, não se trata apenas de informatizar por informatizar. Trata-se de retirar tarefas desnecessárias ao trabalho diário. A transformação digital não substitui a experiência É importante perceber que digitalizar uma padaria não significa substituir o […]

Comissão Europeia lança consulta pública sobre o Instrumento de Contratação Pública Internacional

A Comissão Europeia lançou uma consulta pública sobre a primeira revisão do Instrumento de Contratação Pública Internacional, destinada a avaliar o seu funcionamento e a reforçar o acesso das empresas europeias aos mercados públicos de países terceiros. Os contributos podem ser apresentados até 1 de dezembro de 2026. O Instrumento de Contratação Pública Internacional, conhecido pela sigla inglesa IPI, foi criado para promover uma maior abertura dos mercados de contratação pública fora da União Europeia e assegurar condições de concorrência mais equilibradas para as empresas europeias. Este mecanismo permite à Comissão Europeia investigar restrições ou práticas que dificultem a participação de operadores económicos da União Europeia em procedimentos de contratação pública de países terceiros. Sempre que sejam identificadas barreiras, a Comissão pode procurar a sua eliminação através do diálogo e da negociação com as autoridades dos países envolvidos e, em determinadas condições, adotar medidas destinadas a limitar o acesso de empresas desses países ao mercado europeu de contratação pública.   Empresas e associações convidadas a participar A consulta pretende recolher informação sobre a experiência prática dos operadores económicos e avaliar a eficácia do instrumento, sobretudo num contexto em que continuam a existir obstáculos ao acesso das empresas europeias aos mercados públicos de vários países terceiros. A Comissão Europeia procura obter contributos sobre diferentes dimensões do IPI, designadamente: o seu âmbito de aplicação; as regras utilizadas para determinar a origem dos operadores económicos; a eficácia da ferramenta eletrónica para apresentação de queixas relativas a barreiras nos mercados de contratação pública de países terceiros; as investigações e consultas realizadas ao abrigo do instrumento; a adequação dos limiares aplicáveis à adoção de medidas; a forma e o alcance das medidas previstas; a aplicação das obrigações impostas aos adjudicatários selecionados; as exceções à aplicação das medidas do IPI. A participação das empresas e das associações empresariais assume particular importância para a identificação das dificuldades efetivamente sentidas no acesso a contratos públicos internacionais e para a definição de mecanismos mais eficazes de reciprocidade e proteção dos operadores económicos europeus. As entidades interessadas podem participar na consulta através do portal Have Your Say da Comissão Europeia, até ao dia 1 de dezembro de 2026. Podem também ser consultadas a informação divulgada pela Comissão Europeia sobre o lançamento da consulta e a página dedicada à revisão do funcionamento do IPI. Para esclarecimentos adicionais, a Comissão Europeia disponibiliza o endereço eletrónico TRADE-EU-INTERNATIONAL-PROCUREMENT-INSTRUMENT@ec.europa.eu.